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ESTUDO

Brasileiro pagou mais caro para abastecer em 2025, diz pesquisa

O movimento foi liderado pelo etanol hidratado, com avanço de 11% no preço médio

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Etanol (álcool) é um dos grandes aliados da descarbonização no Brasil
Etanol (álcool) é um dos grandes aliados da descarbonização no Brasil Foto: Divulgação

O brasileiro pagou mais para abastecer seu veículo em 2025. Essa, ao menos, é a constatação do estudo Veloe/Fipe, divulgado nesta sexta-feira (9). Em comparação com 2024, todos os tipos de combustível registram alta.

O movimento foi liderado pelo etanol hidratado, com avanço de 11% no preço médio, seguido pela gasolina comum (+5,2%), gasolina aditivada (+5,1%), diesel S-10 (+2,8%), diesel comum (+2,7%) e, de forma mais discreta, pelo GNV (+0,3%).

Os dados foram coletados pelo Monitor de Preço de Combustível, que considerou a média anual dos preços dos combustíveis. O relatório aponta que o aumento afetou, principalmente, os proprietários de veículos leves. 

Bico de bomba de etanol sendo colocada no bocal do tanque de veículo prata em posto de combustíveis.
Bombas de combustíveis são alvos de donos de postos gananciosos para maximizar lucros Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press

"Esse movimento reflete uma combinação de fatores econômicos, regulatórios e produtivos, além de dinâmicas próprias do mercado de energia, que impactam diretamente o orçamento das famílias e das empresas", diz André Turquetto, CEO da Veloe.

Além da evolução dos preços, o estudo analisa o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis. No 3º trimestre de 2025, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum exigiu, em média, 5,9% da renda domiciliar, percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

Apesar da melhora no poder de compra médio, os dados mostram que o impacto do abastecimento segue mais elevado no Nordeste (9,2%) e no Norte (7,9%), reforçando as desigualdades regionais.