A Volkswagen enfim lançou a “nova geração” do Polo, um de seus nomes mais icônicos. Agora acompanhado da sigla “ID.”, o Polo se torna um compacto 100% elétrico, o mais barato da marca para enfrentar especialmente os chineses.
O ID.Polo chega ao mercado inaugurando uma nova linguagem visual da marca, e a principal característica é a semelhança com os modelos a combustão, muito diferente da linha ID. do passado (ID.3 e ID.4).
Mantendo as linhas fieis ao conceito ID.2All, o ID.Polo aposta em visual relativamente simples, mas que não conversa com seu “irmão” a gasolina. Os faróis são finos e unidos por uma imponente barra de LED branca.
Na lateral, o desenho faz o Polo parecer bem menor do que é, embora tenha dimensões praticamente idênticas ao modelo a gasolina. Na lateral, os balanços dianteiro e traseiro são bem curtos, e o visual com a maçaneta escondida na parte envidraçada da porta e coluna C inspirada no Golf Mk1 dão um toque especial ao hatchback elétrico.
A traseira do ID.Polo é uma evolução dos lançamentos recentes da marca, mas com um desenho característico. As lanternas em LED trazem dois elementos praticamente retangulares e com fundo preto. A barra preta que liga as lanternas traz iluminação em LED e o logotipo iluminado, que estreou no Brasil no Taos 2027.
Interior
É justamente no interior onde o ID.Polo apresenta evoluções significativas e resolve as reclamações dos clientes da marca e de muitos jornalistas. O visual da cabine é relativamente simples e parece ser funcional.
Os botões estão de volta na cabine e também nos comandos de volante, dando fim aos controles táteis e aos comandos deslizantes presentes na linha ID e também em Taos e Jetta vendidos no Brasil, e que são bastante incômodos de usar.
Outro ponto de evolução é que o ID.Polo agora trás comandos exclusivos para os vidros traseiros. Pode parecer besteira, afinal, todos os carros da marca normalmente trazem essa função. Porém, a linha ID traz apenas dois comandos e para alternar entre os vidros dianteiros e traseiros é necessário apertar a tecla “rear” nos vidros. A reclamação pode ser boba, mas mudar algo que deu certo por décadas talvez seja ainda mais.
Além disso, o interior traz multimídia de 13 polegadas e painel de instrumentos de 10,25”, bem maior que a tela de 5 polegadas dos ID.3, ID.4 e ID.Buzz, outro ponto de muita reclamação dos clientes de carros elétricos da marca.
O entre-eixos é de 2,6 metros e garante espaço suficiente para quatro ocupantes adultos. O espaço é 4 cm maior do que o Polo a combustão, para efeito de comparação. O porta-malas é um grande trunfo e pode chegar a até 435 litros de capacidade, 135 a mais que o modelo a gasolina.
Em termos de segurança, o ID.Polo traz assistente de permanência em faixa como item de série. A versão intermediária oferece controle de cruzeiro adaptativo, câmera de ré, alerta de tráfego cruzado dianteiro, comandos por voz, entre outros.
Como opcionais para a versão Style (topo de linha), o ID.Polo poderá receber sistema de som Harman Kardon com 10 alto-falantes e subwoofer, teto solar panorâmico, bancos dianteiros com ajustes elétricos e até função de massagem.
Motorização
Serão três versões do modelo com algumas opções de motorização. A versão de entrada terá baterias de lítio ferro-fosfato de 37 kWh e motores de 116 cv ou 135 cv. O alcance máximo nos padrões europeus é de 329 km.
Já as versões mais caras terão baterias de 52 kWh com uma química mais avançada (Níquel Manganês e Cobalto, NMC) com alcance de 455 km quando equipadas com motor de 211 cv. Essa bateria será a mesma utilizada pela versão GTI, que ainda não tem prazo de revelação, mas terá 226 cv de potência.
O ID.Polo chega à Europa com preços partindo de 24.995 Euros (R$ 146,7 mil) na versão de entrada ou 33.795 Euros (R$ 197,9 mil) na versão intermediária Life.
Vem para o Brasil?
A tendência é que o ID.Polo não seja oferecido pela marca no Brasil. Os preços elevados se tornaram ainda mais caros com os impostos de importação para carros elétricos. Em momento algum a Volkswagen mencionou a importação de seus elétricos da Europa para cá.
Talvez a única alternativa para elétricos da marca no Brasil seja apostar nos modelos produzidos pela marca na China em colaboração com empresas locais. A nova geração da picape Amarok, por exemplo, será produzida a partir de uma picape chinesa.
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