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Taxação

Transporte público mais barato: nova lei pode taxar carros e mudar tudo

Entenda a proposta que cria pedágio urbano para financiar ônibus e metrô; o objetivo é evitar aumentos na passagem e modernizar o sistema no país

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São Paulo possui a maior frota de ônibus elétricos do país
São Paulo possui a maior frota de ônibus elétricos do país Foto: São Paulo possui a maior frota de ônibus elétricos do país (contando os movidos a bateria e também os trólebus)

Um projeto que pode mudar a forma como o transporte público é financiado no Brasil avançou no Congresso e já gera debates. A proposta, que cria um novo marco legal para o setor, busca garantir subsídios permanentes ao sistema para evitar que todo o peso financeiro recaia apenas sobre o valor da passagem paga pelo cidadão.

O PL 3278/21 foi aprovado nas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Viação e Transportes e agora segue para votação no plenário da Câmara dos Deputados em regime de urgência. A principal mudança é a separação entre o custo real da operação e a tarifa pública, permitindo que o poder público cubra parte das despesas para manter ônibus, trens e metrôs funcionando.

A cidade de São Paulo recebeu mais 120 ônibus elétricos
A cidade de São Paulo tem mais de 120 ônibus elétricos Foto: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

Pedágio urbano e novas cobranças

Para financiar esses subsídios, o texto autoriza a criação de novas fontes de receita. Entre as possibilidades estão taxas sobre congestionamento, cobrança pela circulação de veículos em áreas específicas, exploração comercial de terminais e até o uso de recursos de impostos sobre combustíveis, como a CIDE.

A ideia segue modelos já adotados em cidades como Londres, Estocolmo e Cingapura. Nesses locais, as cobranças sobre o tráfego de carros particulares ajudam a desestimular o uso individual do veículo e, ao mesmo tempo, reforçam o caixa do transporte coletivo, tornando-o mais acessível e eficiente.

Transparência e qualidade no serviço

O projeto também exige maior transparência na gestão do sistema, obrigando governos e empresas a divulgarem dados detalhados de custos, bilhetagem e qualidade do serviço. As concessões para as empresas de ônibus deixarão de ser renovadas automaticamente, passando a exigir licitação com metas claras de desempenho, como pontualidade e conforto.

Caso seja aprovado, o novo marco legal ainda prevê prioridade viária para o transporte coletivo e a modernização dos meios de pagamento. A lei passaria a valer um ano após a publicação oficial, período em que estados e municípios teriam de adaptar contratos e regulamentações locais antes de implementar as novas regras.

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