A troca de relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ocorrida nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, que passou do ministro Dias Toffoli para André Mendonça, trouxe de volta aos holofotes um elemento comum em grandes operações policiais contra crimes financeiros: a apreensão de carros de luxo. Esses veículos, símbolos de poder e riqueza, frequentemente se tornam as estrelas de investigações, revelando o estilo de vida dos investigados.
Mais do que simples meios de transporte, os carros de alta performance são vistos como ativos valiosos e, em muitos casos, ferramentas para lavagem de dinheiro. Sua alta liquidez e valor de mercado fazem deles uma escolha estratégica para quem busca ocultar patrimônio obtido de forma ilícita, transformando cifras em bens de consumo vistosos e cobiçados.
A lista de modelos apreendidos costuma seguir um padrão, refletindo as preferências do mercado de altíssimo padrão. Marcas europeias, especialmente as alemãs e italianas, dominam as garagens que se tornam alvo de mandados de busca e apreensão. A ostentação é, quase sempre, um fator determinante na escolha dos veículos.
Embora cada operação revele uma coleção diferente, alguns modelos aparecem com frequência notável nos pátios da polícia. Eles representam o que há de mais desejado em termos de design, tecnologia e, claro, status.
Porsche 911
Um ícone atemporal. O esportivo alemão é sinônimo de sucesso e performance, sendo um dos modelos mais recorrentes em operações policiais no Brasil e no mundo. Suas diversas versões, como a Turbo S, são alvos constantes;
Lamborghini Urus e Huracán
A marca italiana é a personificação da extravagância. O superutilitário Urus e o esportivo Huracán são figurinhas carimbadas, atraindo olhares tanto nas ruas quanto nos noticiários sobre as investigações;
SUVs de luxo
Modelos como o Range Rover Vogue e o Porsche Cayenne também são muito comuns. Eles combinam luxo, espaço e um visual imponente, sendo uma escolha popular entre os alvos de operações;
Esportivos da Mercedes-AMG e BMW M
As divisões de alta performance das gigantes alemãs produzem sedãs, cupês e SUVs potentes que frequentemente aparecem nas listas de bens apreendidos. Modelos como o Mercedes-AMG G 63 e o BMW X6 M são exemplos;
Ferrari
Nenhuma lista de carros de luxo estaria completa sem a marca do cavalo rampante. Modelos como a 488 GTB ou a F8 Tributo representam o ápice do prestígio automotivo e, por isso, também são alvos frequentes.
Após a apreensão, esses veículos são levados a depósitos e, caso a Justiça determine o perdimento dos bens, são leiloados. O dinheiro arrecadado nos leilões é, geralmente, destinado a ressarcir os cofres públicos ou as vítimas dos crimes investigados.
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