A Stellantis quer ampliar sua presença no mercado brasileiro com uma série de novos modelos e tecnologias nos próximos anos. O grupo, que reúne marcas como Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram, mantém a liderança das vendas no país e prepara uma nova ofensiva de produtos para diferentes segmentos.
No primeiro semestre de 2026, as marcas da Stellantis somaram mais de 372 mil veículos emplacados no Brasil, o equivalente a aproximadamente um em cada quatro carros vendidos no país. A Fiat foi responsável por mais de 270 mil unidades e manteve a liderança pelo sexto ano consecutivo, enquanto a Jeep também se destacou com o Compass e a chegada do novo Avenger.
A estratégia da Stellantis passa também pela ampliação da oferta de modelos eletrificados. No primeiro semestre, o grupo registrou cerca de 25 mil emplacamentos de veículos equipados com tecnologias MHEV e REEV, enquanto novos produtos devem ampliar essa participação nos próximos anos. O Jeep Avenger, por exemplo, já começou a ser produzido no Brasil e representa uma das principais novidades da marca no mercado nacional.
A Fiat também terá papel importante nessa estratégia, visto que a marca planeja lançar um novo produto por ano até 2030, mantendo a produção nacional concentrada em modelos de grande volume e ampliando a oferta de veículos eletrificados. O grupo também reforçou a operação em Betim (MG), onde abriu um terceiro turno e anunciou mais de 1.400 novas vagas para sustentar a expansão da linha.
Entre os modelos já consolidados no país está o Jeep Compass, produzido em Goiana (PE), que ultrapassou 600 mil unidades fabricadas no Brasil. O SUV segue como um dos principais produtos da Stellantis no mercado nacional e recebeu novidades na linha 2026, incluindo versões com motor T270 Turbo Flex e o Compass Blackhawk, equipado com o 2.0 Hurricane de 272 cv e 40,8 kgfm.
Com a chegada de novos modelos e o avanço da eletrificação, a Stellantis busca manter a liderança em um mercado brasileiro cada vez mais disputado. A ofensiva também ocorre em um momento de forte crescimento das marcas chinesas, que ampliaram sua participação no país e aumentaram a pressão sobre fabricantes tradicionais em segmentos como SUVs e carros eletrificados.
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