Em rápida expansão pela Europa e na Américas Central e do Sul, só falta apenas os Estados Unidos para os carros chineses estarem presentes nos principais mercados automotivos do planeta. Apesar das diferenças entre os países, Donald Trump, presidente dos EUA, se mostrou favorável à chegada das empresas da China no país, mas com uma condição.
Em entrevista ao jornal Fox News na última sexta-feira, Trump declarou que: “Se a China desejar vir, construir fábricas e produzir seus carros aqui, ficarei tranquilo com isso”. O presidente ainda afirmou que o que ele não deseja é que os chineses produzam carros no México e os levem para os Estados Unidos.
Essa declaração é contrária à opinião de Trump no passado, que afirmou que não queria os carros chineses no país. Membros do governo, inclusive, acusaram a BYD de ajudar o exército chinês.
Nos últimos meses, Trump e membros de sua administração criticaram empresas americanas como Ford e General Motors por suas relações comerciais e de desenvolvimento de produtos na China. Até mesmo marcas europeias sofrem. A sueca Polestar, que pertence à Volvo e consequentemente à Geely, foi forçada a encerrar operação nos EUA por utilizar software chinês em seus carros.
Embora Trump esteja interessado no investimento estrangeiro, senadores dos Estados Unidos apontam que isso poderá afetar a competitividade do mercado estadunidense e pode gerar ainda um problema de segurança nacional irreversível.
A movimentação contra os chineses é reforçada pelas demais fabricantes estabelecidas nos Estados Unidos, especialmente as mais tradicionais. A “Aliança pela inovação automotiva”, que reúne diversos fabricantes de carros e componentes automotivos, pediu aos congressistas medidas para banir a venda, importação e produção dos “veículos conectados chineses, hardware e software”, sob o argumento de que a indústria chinesa funciona à base de subsídios que comprometeria a competitividade nos EUA.
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