O Argo X é o grande lançamento da Fiat em 2026 e chegará ao mercado em um momento em que as fabricantes chinesas, investindo em híbridos plenos, plug-ins e elétricos, estão cada vez mais fortes. A Fiat (bem como nenhuma marca da Stellantis) não possui em seu portfólio algo para combater os novos queridinhos do mercado, mas segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, caso exista a demanda, esse produto será fabricado.
Em entrevista durante os festejos de 50 anos de produção da Fiat no Brasil, Zola afirmou que a Stellantis, controladora de Fiat, Peugeot, Citroën, Jeep e Leapmotor, afirmou que a empresa monitora o cenário de carros elétricos no Brasil e poderá produzir localmente caso identifique que o mercado demande.
"Temos todas as tecnologias [de motores] à disposição na prateleira e podemos oferecer todas ao consumidor, desde que seja uma demanda. Estamos sempre estudando o mercado. Se detectarmos uma demanda que justifique ter um carro elétrico produzido no Brasil, vamos produzir", declarou Hernander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul.
Stellantis possui elétricos compactos
Na gama global da Stellantis, a marca já possui modelos que poderiam se encaixar no segmento como o E-C3 na Índia, exatamente idêntico ao C3 produzido em Porto Real (RJ), mas com propulsão elétrica.
A mesma plataforma (CMP) é utilizada por e-208, e-2008 (já vendidos no Brasil no passado), mas também pelo Grande Panda, irmão europeu do Argo X, que possui uma variante 100% elétrica.
Na Europa, o Grande Panda 100% elétrico entrega até 320 km de alcance com motor de 113 cv de potência a partir de 24.500 Euros (R$ 141,7 mil). Para efeito de comparação, um Dolphin Mini (chamado de Dolphin Surf na Europa) parte de 23,3 mil Euros, mas tem alcance de 322 km e motor de apenas 88 cv de potência.
Mercado de elétricos só cresce
O segmento de elétricos, principalmente modelos compactos e mais acessíveis, está fazendo muito sucesso no país. Em 2025, entre janeiro e junho, foram vendidos 30.360 carros 100% elétricos. Neste ano, somente no mês de junho, foram 21.018 elétricos vendidos, enquanto o acumulado do semestre passa de 90 mil unidades.
A marca mais vendida é a BYD, com 58.118 carros elétricos vendidos, seguida pela chinesa Geely com 16.125 unidades. Os modelos mais vendidos no semestre são Dolphin Mini (35.669), que já superou o Fiat Mobi e Fiat Pulse em vendas, por exemplo.
Na sequência estão BYD Dolphin (18.047) e Geely EX2 (14.780), mostrando que há sim demanda por carros elétricos acessíveis no país.
Se a Stellantis demorar para lançar um modelo totalmente elétrico, poderá perder muito espaço no setor. A marca chinesa do grupo, a Leapmotor, não oferece no país um modelo acessível, com o exemplar mais em conta (B10) custando R$ 182.990. Segundo o ABVE Data, somente 746 unidades do modelo foram emplacadas em 2026.
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