A Dongfeng Motor confirmou sua entrada no mercado brasileiro e já chega com planos que vão além da simples importação de veículos. A operação começa em agosto de 2026 e faz parte de uma estratégia mais ampla, que inclui a possibilidade de produção local no médio prazo.
Nos bastidores, a parceria com a Nissan aparece como peça-chave nesse movimento. As duas empresas já dividem projetos na China, e essa relação pode abrir caminho para o uso da fábrica de Resende, no Rio de Janeiro. Hoje, essa é a alternativa mais concreta, embora a Dongfeng também tenha avaliado outras unidades industriais no estado, incluindo instalações da Stellantis.
A chegada ao país será marcada por uma linha inicial formada exclusivamente por modelos elétricos. O primeiro deles é o Dongfeng Box, um hatch pensado para o uso urbano e alinhado ao padrão que vem consolidando a presença chinesa no segmento. O modelo aposta em um pacote equilibrado, com bom nível de equipamentos e proposta acessível dentro do universo dos elétricos.
Equipado com motor dianteiro de 95 cv e 160 Nm, o Box oferece duas opções de bateria e pode alcançar até 430 quilômetros de autonomia no ciclo chinês. O conjunto ainda permite recarga rápida e velocidade máxima de 140 km/h, características que reforçam seu posicionamento como carro de uso cotidiano. A expectativa é que o modelo chegue ao mercado brasileiro em uma faixa próxima dos R$ 130 mil, mirando concorrentes diretos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2.
Ao lado dele estará o Dongfeng Vigo, responsável por ampliar o alcance da marca no país. Com proposta mais familiar e foco em espaço interno, o SUV traz cerca de 130 cv e autonomia que pode se aproximar dos 470 quilômetros, posicionando-se como uma alternativa para quem busca um elétrico mais versátil.
O plano da Dongfeng prevê uma expansão rápida. A marca trabalha com a introdução de novos modelos até 2027, ampliando sua presença e consolidando a operação no Brasil. Esse movimento acompanha o crescimento dos veículos eletrificados no país, que passa a atrair cada vez mais fabricantes globais.
Ao apostar em preços competitivos, tecnologia embarcada e uma possível produção nacional, a Dongfeng sinaliza que pretende disputar espaço de forma direta em um segmento que ainda está em formação, mas que já se mostra estratégico para o futuro da indústria automotiva brasileira.
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