Donald Trump é sempre cercado de polêmicas. A mais nova é a crítica do Presidente dos Estados Unidos aos fabricantes de automóveis locais pelo “direito do consumidor reparar” os carros vendidos no país.
Na última semana, Trump se reuniu com executivos de Ford e General Motors para discutir um projeto de lei que permite que os proprietários e oficinas mecânicas independentes possam ter acesso à softwares de diagnóstico, calibração eletrônica e outras informações cruciais para realizar reparos quando necessários.
Atualmente, o reparo de carros nos Estados Unidos é complexo, pois além das tecnologias embarcadas, as fabricantes alegam que somente seus funcionários podem realizar esses reparos ou ajustes, uma vez que os carros contam com muita informação que pode comprometer a cyber segurança de seus proprietários. Portanto, somente as concessionárias são autorizadas a realizar reparos nos veículos.
Ford diz que medida é insegura
Em entrevista ao jornal Detroit Free Press, Jim Farley, CEO da Ford, declarou que não acredita ser seguro que clientes consertem seus carros. Ao ser questionado se ele quer que os clientes consertem seus próprios carros, Farley afirmou:
“Está tudo bem, menos para casos de garantia. Esses carros são bem complicados e não achamos que seja seguro para muitos mecânicos, ou alguém como eu consertar em casa. Não tenho problemas em mexer em um Bronco 1973, mas em um novo? Eu precisaria de todos os tipos de ferramentas específicas. Isso é algo que poderia colocar vidas em risco”, afirmou o norte-americano.
Modelos modernos precisam de ferramentas específicas, principalmente para calibração de sistemas avançados, como por exemplo câmeras e sensores de auxílio à condução (ADAS). É muito improvável que esses equipamentos sejam consertados na garagem de casa, mas oficinas especializadas e independentes poderiam oferecer profissionais capacitados para o serviço e com preços mais acessíveis que as concessionárias.
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