O mercado brasileiro de motocicletas continua em ritmo acelerado em 2026. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção nacional atingiu 932.522 unidades nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período de 2025. O volume de emplacamentos também impressiona, com 980.095 motos licenciadas, representando um crescimento de 15,3%.
Esse desempenho robusto é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a crescente demanda por serviços de entrega e logística, a busca por um meio de transporte mais econômico e ágil nos centros urbanos e a maior facilidade de acesso ao crédito. A motocicleta se consolida cada vez mais como uma solução eficiente de mobilidade para milhões de brasileiros.
Categorias mais vendidas
Analisando os dados mensais, somente em maio foram produzidas 186.714 motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM). A liderança de mercado por categoria se mantém com os modelos Street, que respondem por 51,1% do total de vendas no acumulado do ano. Em seguida, aparecem as motocicletas do tipo Trail, com 20,1% de participação, e as Motonetas, com 13%.
Domínio da baixa cilindrada e avanço das premium
O perfil do consumidor brasileiro continua focado em eficiência e custo-benefício. Prova disso é que os modelos de baixa cilindrada (até 160 cc) representaram 78,3% de todas as motos vendidas no período. No entanto, o segmento de alta cilindrada (acima de 450 cc) também mostra um vigor notável, com a produção de 27.587 unidades, um salto de 41,9% em relação ao ano anterior, indicando um aquecimento também no mercado premium e de lazer.
Exportações e projeções para 2026
As exportações também registraram números positivos. De janeiro a maio, foram enviadas 19.094 motocicletas para outros países, o que representa um aumento de 22,8% em comparação com 2025. Diante do cenário positivo, a Abraciclo mantém sua projeção de que a produção total em 2026 chegue a 2,07 milhões de unidades, o que consolidaria um crescimento de 4,5% sobre o resultado de 2025.
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