A futura Volkswagen Tukan, picape inédita da marca alemã que será lançada em 2027, deve ganhar uma versão movida exclusivamente a etanol. A estratégia tem um objetivo claro: enquadrar o modelo nas regras do programa Carro Sustentável e garantir uma tributação mais favorável no Brasil. As informações são do "Autoesporte".
A Tukan será produzida em São José dos Pinhais (PR) e ocupará um espaço entre a Saveiro e as picapes intermediárias do mercado. Desenvolvido no Brasil, o modelo terá versões voltadas tanto para o trabalho quanto para o uso familiar.
A configuração exclusiva a etanol deverá ser oferecida inicialmente na variante cabine simples, focada em clientes profissionais e frotistas. A ideia é aproveitar os incentivos concedidos a veículos com menor impacto ambiental e maior uso de combustíveis renováveis.
Etanol pode ser diferencial competitivo
A Volkswagen vê o etanol como uma alternativa para reduzir custos tributários sem recorrer à eletrificação completa. Para isso, a marca estuda adaptar o motor 1.6 MSI para funcionar apenas com o biocombustível, com alterações mecânicas que permitam aproveitar melhor as características do combustível produzido a partir da cana-de-açúcar.
Caso a estratégia seja confirmada, a Tukan poderá receber descontos no IPI previstos para veículos considerados mais sustentáveis. Na prática, isso ajudaria a tornar a picape mais competitiva em um segmento disputado por modelos como a Fiat Strada e outras picapes compactas voltadas ao trabalho.
Além da versão exclusiva a etanol, a Tukan também deverá contar com motores turbo flex e opções eletrificadas. A VW já confirmou variantes equipadas com o motor 1.0 TSI e, nas configurações mais sofisticadas, sistemas híbridos leves de 48 volts.
A nova picape faz parte do plano de investimentos da Volkswagen para a América do Sul e representa uma das principais apostas da montadora para ampliar sua presença no mercado.
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