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Reviravolta

Justiça retira BYD de lista de trabalho escravo no Brasil

Decisão é provisória e suspende inclusão da montadora até julgamento final

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Fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, monta Dolphin Mini, sucesso no Brasil
Fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, monta Dolphin Mini, sucesso no Brasil Foto: Divulgação/BYD

A Justiça brasileira determinou a retirada da BYD da chamada “lista suja” do trabalho escravo, suspendendo temporariamente a inclusão da montadora chinesa no cadastro do governo. A decisão tem caráter liminar e vale até que o caso seja julgado de forma definitiva.

A inclusão da empresa na lista havia ocorrido após investigações sobre um caso de 2024, quando trabalhadores chineses foram encontrados em condições análogas à escravidão durante a construção da fábrica da marca em Camaçari, na Bahia. Entre as irregularidades apontadas estavam retenção de passaportes, jornadas exaustivas e condições degradantes de alojamento.

Fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, monta Dolphin Mini, sucesso no Brasil
Fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, monta Dolphin Mini, sucesso no Brasil Foto: Divulgação/BYD

Na decisão, o juiz entendeu que há dúvidas sobre a responsabilidade direta da BYD como empregadora dos trabalhadores, já que eles foram contratados por uma empresa terceirizada. Por isso, considerou que a inclusão imediata da montadora na lista pode ter sido irregular.

A BYD já havia afirmado anteriormente que não tinha conhecimento das irregularidades até o caso vir à tona e disse ter rompido com a empresa responsável pelas contratações. Além disso, a montadora firmou acordos na Justiça brasileira para indenizar trabalhadores e encerrar ações relacionadas ao episódio.

Mesmo fora da lista neste momento, o processo ainda não foi encerrado e a decisão pode ser revertida. A chamada “lista suja” é um dos principais instrumentos de fiscalização no país e pode restringir o acesso a crédito e afetar a reputação das empresas envolvidas.