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MONTADORA CHINESA

Lucro da BYD cai pela 1ª vez em quatro anos; veja os motivos

O lucro líquido caiu 19%, para cerca de 32,6 bilhões de yuans (US$ 4,7 bilhões), desempenho pior do que o esperado por analistas

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BYD é uma das principais fabricantes de carros elétricos do mundo
BYD é uma das principais fabricantes de carros elétricos do mundo Foto: Divulgação/BYD

A montadora chinesa BYD registrou, em 2025, sua primeira queda anual de lucro em quatro anos, refletindo os desafios crescentes no maior mercado automotivo do mundo. Segundo resultados divulgados pela empresa nesta sexta-feira (27), o lucro líquido caiu 19%, para cerca de 32,6 bilhões de yuans (US$ 4,7 bilhões), desempenho pior do que o esperado por analistas.

A retração ocorre apesar de a companhia manter forte presença global e liderança em vendas de veículos elétricos. O principal fator para o resultado negativo foi a intensificação da concorrência no mercado chinês, marcada por uma agressiva guerra de preços entre fabricantes locais.

Como o BYD Dolphin Mini movimentou o mercado brasileiro em 2024
BYD Dolphin Mini Foto: BYD/Divulgação

Além da pressão competitiva, a demanda doméstica mais fraca e a redução de incentivos governamentais para veículos elétricos também afetaram o desempenho. A empresa tem forte dependência de modelos mais baratos — responsáveis por mais de 60% das vendas no país —, segmento mais sensível a mudanças em subsídios e políticas fiscais.

Os impactos já se refletem em outros indicadores. A receita da BYD cresceu apenas 3,5% em 2025, o ritmo mais lento em seis anos, enquanto a margem de lucro automotiva recuou para cerca de 20,5%. Diante do cenário, a companhia também reduziu seu quadro de funcionários em cerca de 10%, para aproximadamente 870 mil trabalhadores — a primeira queda de pessoal em sua história.

Como BYD tenta superar o problema?

BYD Atto 8 DM-P
BYD Atto 8 DM-P chega como híbrido mais caro da marca por R$ 399.990 Foto: Divulgação/BYD

Para tentar recuperar rentabilidade, a estratégia da BYD inclui acelerar a expansão internacional e investir em novas tecnologias, como baterias de carregamento ultrarrápido. As vendas no exterior, inclusive, têm apresentado melhor desempenho e margens superiores às do mercado doméstico.

Analistas avaliam que o cenário deve continuar desafiador em 2026, com concorrência intensa e necessidade crescente de inovação e redução de custos. Ainda assim, a expansão global e o avanço tecnológico são vistos como caminhos essenciais para sustentar o crescimento da empresa no longo prazo.

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