O medo de a bateria acabar no meio do caminho é o principal fantasma de quem cogita um carro elétrico. Com a operação da chinesa Leapmotor no Brasil, representada pela Stellantis, essa preocupação ganha um novo rival: o sistema REEV (Range-Extended Electric Vehicle), presente no SUV C10. Vendido a R$ 199.990, o modelo é atualmente o único SUV com essa tecnologia no país e promete a experiência de um elétrico puro, mas sem a ansiedade da autonomia.
Um carro com extensor de autonomia é, em essência, um veículo elétrico. A tração nas rodas é feita exclusivamente pelo motor elétrico, garantindo respostas instantâneas e um funcionamento silencioso, características típicas dessa propulsão. A grande diferença está na presença de um pequeno motor a combustão, que funciona como um gerador de energia a bordo.
Pense nele como uma usina de força portátil. Enquanto a bateria principal tem carga suficiente, o carro roda como qualquer outro elétrico, alimentado pela energia armazenada. Quando o nível da bateria fica baixo, o motor a combustão entra em ação automaticamente, mas ele nunca movimenta o carro diretamente.
Sua única função é gerar eletricidade para alimentar o motor elétrico ou recarregar parcialmente a bateria. Isso permite que a viagem continue por centenas de quilômetros, com a conveniência de poder parar em qualquer posto de combustível para reabastecer o pequeno tanque de gasolina.
Qual a diferença para um híbrido convencional?
Essa é a principal dúvida de muitos consumidores. Em um carro híbrido convencional (HEV) ou plug-in (PHEV), tanto o motor elétrico quanto o a combustão podem movimentar o veículo, seja de forma isolada ou combinada. O motor a gasolina geralmente assume o protagonismo em velocidades mais altas ou quando se exige mais força.
No sistema REEV, essa dinâmica não existe. A experiência de condução é sempre elétrica, pois o motor a combustão é apenas um suporte energético, sem conexão mecânica com as rodas. Isso significa que o motorista desfruta da aceleração suave e do torque imediato o tempo todo.
Essa solução é vista como ideal para mercados como o brasileiro, onde a infraestrutura de recarga para elétricos ainda está em expansão. O motorista pode usar o modo elétrico no dia a dia, para trajetos urbanos, e contar com o gerador a combustão para viagens longas, eliminando a preocupação de encontrar um eletroposto compatível e funcional na estrada.
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