A GWM (Great Wall Motor) deu uma previsão sobre a tecnologia que promete ser o próximo grande salto dos carros elétricos. A fabricante chinesa anunciou que as baterias de estado sólido, capazes de aumentar a autonomia e a segurança, ainda levarão pelo menos cinco anos para serem amplamente usadas em veículos com valor comercial.
Essa previsão sinaliza uma corrida tecnológica com desafios significativos no setor automotivo e posiciona a GWM como uma das protagonistas na busca por superar as atuais limitações dos veículos elétricos. A promessa é de carros que rodam mais e recarregam em menos tempo.
O que muda com a bateria de estado sólido?
A principal diferença da bateria de estado sólido para as de íon-lítio, usadas hoje, está em seu componente interno. As baterias atuais utilizam um eletrólito líquido para transportar a energia, enquanto a nova tecnologia usa um material sólido, como cerâmica ou polímero.
Essa troca elimina o risco de vazamentos e incêndios, um dos principais pontos de atenção dos modelos atuais. Além disso, a estrutura sólida permite uma densidade de energia muito maior, ou seja, é possível armazenar mais carga no mesmo espaço físico.
Na prática, isso se traduz em três grandes vantagens para o consumidor:
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Maior autonomia: com mais energia armazenada, os carros elétricos poderão percorrer distâncias significativamente maiores com uma única carga, superando a barreira dos mil quilômetros.
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Recargas mais rápidas: a composição sólida facilita a transferência de energia, o que pode reduzir drasticamente o tempo de recarga em estações de alta potência.
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Mais segurança: a ausência de um eletrólito líquido e inflamável torna as baterias inerentemente mais estáveis e seguras, mesmo em caso de acidentes.
Apesar do enorme potencial, a produção em larga escala de baterias de estado sólido ainda esbarra em desafios simultâneos de eficiência de custo, segurança e desempenho, como reconhece a própria GWM. Por isso, a empresa informou que, enquanto a nova tecnologia não se torna viável comercialmente, continuará investindo em soluções intermediárias.
A estratégia da empresa é investir em tecnologias de transição, como uma bateria semissólida de 140 Ah que combina componentes líquidos e sólidos. Ao mesmo tempo, continua a aprimorar as baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) para preparar o mercado e sua linha de produção. O plano de cinco anos é um sinal claro de que a revolução dos elétricos está a caminho, mas acontecerá em etapas calculadas.
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