A Alemanha anunciou a retomada dos subsídios para veículos elétricos. O novo programa, com orçamento de cerca de 3 bilhões de euros (aproximadamente R$ 18 bilhões), prevê bônus de 1.500 euros a 6.000 euros para consumidores de baixa e média renda, com validade retroativa a 1º de janeiro de 2026 e projeção de beneficiar até 800 mil veículos nos próximos anos.
Ao contrário de medidas adotadas em países como França e Reino Unido — que restringiram seus programas para excluir carros feitos na China — o governo alemão optou por manter o mercado aberto, sem critérios de origem para o acesso aos incentivos. O ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, afirmou que não há evidências de uma "invasão" de veículos chineses no país.
O pacote inclui carros 100% elétricos, híbridos plug-in e modelos com extensor de autonomia, desde que atendam a exigências mínimas de emissões ou autonomia elétrica. A medida reflete uma abordagem pragmática de Berlim para estancar a desaceleração nas vendas e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que busca dar previsibilidade ao setor até pelo menos 2027.
Especialistas apontam que a decisão pode favorecer montadoras chinesas como BYD, MG e GWM, que vêm ganhando espaço no mercado europeu com veículos mais acessíveis — ainda que sua participação permaneça modesta em comparação a fabricantes tradicionais.
Críticos observam que a postura alemã contrasta com iniciativas protecionistas em outros países e reabre o debate sobre o papel dos subsídios na transição para a mobilidade elétrica e na competição global com a China, foco de discussões sobre tarifas e barreiras comerciais na União Europeia.
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