A Ford explicou os motivos que levaram a marca a praticamente abandonar o segmento de sedãs em mercados estratégicos como os Estados Unidos. Segundo o CEO global da empresa, Jim Farley, a decisão não esteve relacionada à queda de interesse do público, mas à dificuldade de competir de forma rentável em um segmento cada vez mais pressionado por custos elevados e margens reduzidas.
De acordo com o executivo, o mercado de sedãs segue ativo e relevante, porém a Ford não conseguiu, até o momento, encontrar um modelo de negócios que garantisse lucratividade sustentável. Ainda assim, Farley deixou claro que a saída não precisa ser definitiva e que a empresa pode voltar a investir nesse tipo de carroceria caso encontrem uma solução economicamente viável.
Nos Estados Unidos, a Ford não vende um sedã desde 2020, quando o Fusion saiu de linha, um ano após o encerramento da produção do Taurus. Modelos populares como Fiesta e Focus também foram descontinuados, mesmo mantendo boa aceitação entre os consumidores. O fator determinante, segundo a marca, foi a falta de retorno financeiro desses veículos.
Apesar disso, a Ford mantém sedãs em mercados específicos. No Oriente Médio, o Taurus segue em produção, enquanto na China o mesmo modelo é comercializado como Mondeo, o que reforça que a estratégia varia conforme a realidade de cada região.
No Brasil, a mudança de rumo foi ainda mais profunda. Em 2021, a Ford encerrou sua produção industrial no país com o fechamento das fábricas de Camaçari, Taubaté e Horizonte, encerrando a fabricação de modelos como Ka, Ka Sedan e EcoSport. Desde então, a marca passou a atuar exclusivamente como importadora, com foco em produtos de maior valor agregado.
Atualmente, o portfólio nacional é composto por picapes, SUVs e veículos de apelo mais premium, como Ranger, Maverick, F-150, Territory, Bronco e Mustang, além de versões eletrificadas. A estratégia segue alinhada ao posicionamento global da empresa, priorizando rentabilidade, imagem de marca e segmentos considerados mais sustentáveis do ponto de vista financeiro.
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