A Toyota irá investir US$ 1,3 bilhão para modernizar sua fábrica em Zárate, na Argentina. O valor, equivalente a R$ 6,7 bilhões, será usado para desenvolver e produzir a nova geração da picape Hilux em versões híbrida e elétrica. Este é o maior aporte já feito por uma fabricante na história da indústria automotiva argentina.
O investimento foi anunciado por Luis Caputo, ministro da Economia do país. Segundo ele, a Toyota terá acesso ao programa de benefícios fiscais, sendo a primeira do setor a conseguir os incentivos, para realizar o investimento.
O lançamento da picape ocorrerá de forma escalonada. A configuração 2.8 turbodiesel será apresentada ainda neste ano na Argentina. Ao longo do primeiro semestre de 2027, será a vez da híbrida leve (MHEV). Já a versão elétrica (BEV) será destinada apenas a frotistas e mineradoras em sua primeira fase.
No Brasil, a expectativa é que a Toyota anuncie oficialmente a chegada da nova geração da picape antes do final de 2026.
O que esperar da nova Hilux?
O design da picape foi significativamente renovado. Na dianteira, os faróis estão menores e a grade tem traços mais retos. A traseira conta com tampa da caçamba redesenhada e novas lanternas, que terão iluminação em LED nas versões mais caras.
O interior também foi totalmente remodelado, com um painel inspirado na cabine do Land Cruiser. A picape terá painel de instrumentos digital, novo console, central multimídia mais avançada e materiais de melhor qualidade no acabamento.
A versão a diesel manterá o motor 2.8 quatro-cilindros turbodiesel de 204 cv, com câmbio manual ou automático de seis marchas e tração 4x4. A variante híbrida leve de 48 Volts usará o mesmo propulsor, auxiliado por um motor elétrico de 16 cv, e equipará as versões mais caras.
A configuração elétrica, chamada Hilux BEV, terá tração integral permanente e baterias de 59,2 kWh. O sistema desenvolve 196 cv de potência. No padrão europeu WLTP, a autonomia é de 380 km em ciclo urbano. A capacidade de carga é de 715 kg e a de reboque, de 1,6 tonelada.
Sua estrutura mecânica mantém a carroceria sobre chassi. O sistema elétrico foi projetado para ter o mesmo desempenho off-road, com altura livre do solo de 21,2 cm e capacidade máxima de imersão de 70 cm, idêntica às outras variantes da linha.
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