A Cummins celebrou 70 anos de sua operação de eixos em Osasco (SP). A unidade acompanhou a evolução da indústria de veículos comerciais ao longo de sete décadas e hoje integra a trajetória de inovação da empresa.
Nos últimos anos, a fábrica consolidou uma nova fase de desenvolvimento. A unidade incorporou tecnologias de manufatura, iniciativas de sustentabilidade alinhadas à estratégia Destino ao Zero e programas para segurança e desenvolvimento de pessoas.
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Segundo Kleber Assanti, gerente geral da Divisão de Eixos da Cummins, a capacidade de se reinventar faz parte da história da operação. “Chegar aos 70 anos representa, portanto, olhar para o presente e para o futuro, preparados para continuar evoluindo junto com nossos clientes, fornecedores e comunidade”, afirma.
Manufatura inteligente
Entre 2020 e 2023, a fábrica passou por um processo de ampliação e modernização. A área produtiva ganhou 12 mil metros quadrados e uma nova linha de Montagem de Diferenciais em Células (MDC). As linhas de montagem de eixos foram atualizadas, um armazém vertical automatizado foi implementado e novos equipamentos foram adquiridos.
As mudanças melhoraram a eficiência dos processos e aumentaram a flexibilidade operacional, a rastreabilidade e a qualidade. A capacidade produtiva da unidade também foi ampliada para atender às novas exigências do mercado.
A partir de 2023, a transformação foi intensificada com foco em digitalização da manufatura, eficiência energética e sustentabilidade. Uma das frentes foi a aquisição de novas máquinas para fabricação e medição de engrenagens.
A nova lapidadora L60 modernizou a fabricação de coroas e pinhões, com setups até 66% mais rápidos. A cortadora de engrenagens C60 ampliou em 12% a capacidade de produção, enquanto a medidora P65 fortaleceu a inspeção de componentes.
As linhas de montagem de eixos também foram modernizadas, substituindo esteiras por modelos mais flexíveis, baseados em paleteiras e princípios de lean manufacturing. A alteração eliminou gargalos produtivos e otimizou o fluxo de materiais.
Tecnologia e digitalização
A unidade acelerou sua jornada de digitalização com sistemas que ampliam a conectividade e transformam dados em inteligência. Foram implementados sistemas MES (Manufacturing Execution System), que garantem a montagem correta e a rastreabilidade das linhas de diferenciais.
A fábrica também passou a usar softwares para monitorar torques e curvas de aperto em tempo real. A inteligência artificial foi incorporada por meio de 60 sensores de temperatura e vibração para manutenção preditiva, que já geraram 203 alertas preventivos e evitaram mais de 42 horas de paradas de linha.
A sustentabilidade também ganhou destaque. A unidade de Osasco recebeu projetos de eficiência energética, como a substituição de empilhadeiras a GLP por modelos elétricos. O sistema de ar comprimido foi modernizado, com redução de 13% no consumo de energia.
Um sistema fotovoltaico foi instalado, gerando cerca de 8 mil kWh por mês, o suficiente para abastecer o prédio administrativo. A planta também adotou o conceito de Building Management System (BMS) para monitorar em tempo real o consumo de energia, água e gás.
Segurança e inclusão
Novas tecnologias foram incorporadas para a prevenção de riscos. A unidade instalou 62 câmeras com inteligência artificial para monitorar a interação entre pessoas e equipamentos, capazes de identificar riscos de colisão e reduzir a velocidade ou parar a operação automaticamente.
O programa HumanTech utiliza ferramentas digitais para avaliação ergonômica dos postos de trabalho. Entre janeiro de 2025 e maio de 2026, o programa ampliou de 12 para 607 o número de postos analisados. Além disso, o programa Hand Safety concluiu a análise de risco em 100% dos postos de trabalho.
“É essa combinação entre conhecimento, experiência, inovação e talento humano que continuará guiando a atuação da Cummins e a evolução de Osasco (SP) nas próximas décadas”, conclui Assanti.
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