A fábrica da General Motors em Gravataí (RS) alcançou um dos marcos mais importantes de sua história ao atingir a produção de 5 milhões de veículos. O número consolida a unidade como um dos principais polos industriais da montadora na América do Sul e reflete uma trajetória marcada por expansão, modernização e sucessivos investimentos que acompanharam a evolução da indústria automotiva brasileira.
Inaugurado em 2000, o complexo foi a primeira fábrica da General Motors construída fora do estado de São Paulo e nasceu com um conceito inovador para a época: o de condomínio industrial. Atualmente, 13 fornecedores e um operador logístico estão instalados dentro da planta, reduzindo custos, encurtando etapas produtivas e aumentando a eficiência da operação.
Segundo Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul, a evolução da fábrica acompanha a transformação da própria empresa na região.
"A trajetória de Gravataí acompanha a evolução da própria General Motors na América do Sul. Ao longo de 26 anos, a unidade ampliou sua competitividade, incorporou novas tecnologias e consolidou uma base industrial preparada para os próximos ciclos de transformação da nossa empresa. A marca de 5 milhões de veículos produzidos é resultado dessa evolução e do trabalho das nossas equipes."
Ao longo de mais de duas décadas, a unidade foi responsável por produzir alguns dos modelos mais importantes da Chevrolet no mercado brasileiro. O primeiro deles foi o Celta, lançado junto com a inauguração da fábrica. Em 2006, a planta foi ampliada para receber a produção do Prisma. Poucos anos depois, entre 2010 e 2012, um novo ciclo de investimentos preparou a chegada da família Onix, que se transformaria em um dos maiores sucessos comerciais da indústria nacional. Agora, o complexo inicia uma nova fase com a produção do recém-lançado Chevrolet Sonic.
Essa evolução também pode ser observada na sequência de investimentos realizados pela empresa. Desde a inauguração, Gravataí recebeu cerca de R$ 6 bilhões distribuídos em cinco grandes ciclos. O primeiro, de R$ 1,1 bilhão, viabilizou a construção da fábrica e o lançamento do Celta. Em 2006, foram investidos R$ 240 milhões para adaptar a produção ao Prisma. Entre 2010 e 2012, outros R$ 1,4 bilhão financiaram a expansão necessária para fabricar o Onix. Em 2019, a GM aplicou R$ 1,9 bilhão na modernização da linha para a nova geração do Onix e do Onix Plus. O ciclo mais recente foi anunciado em 2024, com R$ 1,2 bilhão destinados à renovação do portfólio, modernização das instalações e preparação da fábrica para produzir o novo Sonic.
Os números de produção ajudam a ilustrar o crescimento da unidade. Em menos de cinco anos de operação, Gravataí alcançou 500 mil veículos produzidos. O primeiro milhão foi atingido em apenas oito anos. Em 2018, a marca chegou a 3,5 milhões de unidades, até alcançar agora os 5 milhões de automóveis fabricados.
Hoje, o complexo possui capacidade instalada para produzir até 330 mil veículos por ano e reúne todas as etapas do processo industrial, incluindo estamparia, fabricação de componentes plásticos, funilaria, pintura e montagem final. A planta também passou por uma profunda atualização tecnológica nos últimos anos para atender à nova geração de veículos conectados e equipados com recursos de assistência ao motorista.
A transformação da fábrica também envolveu a digitalização da produção. Atualmente, centenas de robôs trabalham na linha de montagem e mais de 100 aplicações desenvolvidas pela equipe local utilizam inteligência artificial para aumentar a eficiência operacional, reduzir o consumo de energia e tornar os processos mais ágeis.
"A jornada de transformação digital é constante. Temos uma operação altamente conectada, centenas de robôs, automação avançada e sistemas integrados que elevam a eficiência, flexibilidade, qualidade e a agilidade em cada etapa da produção. Temos mais de 100 aplicações desenvolvidas pela equipe local que atuam com inteligência artificial para otimizar os processos, reduzir o consumo de energia e potencializar as operações", afirma Ricardo Urbano, diretor executivo do complexo de Gravataí.
Além da modernização industrial, a unidade também passou a ser referência em sustentabilidade dentro da companhia. A fábrica foi a primeira da General Motors a conquistar a condição de "Zero Aterro", reciclando integralmente seus resíduos industriais, e acumula certificações internacionais nas áreas de qualidade, gestão ambiental e eficiência energética. Nos últimos anos, também reduziu em mais de 68% as emissões diretas de carbono, reforçando a estratégia da empresa de preparar suas operações para uma indústria cada vez mais eficiente e tecnológica.
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