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Ganharam espaço?

Motos elétricas ganham espaço no Brasil com autonomia de até 150 km

Modelos de duas rodas focados na mobilidade urbana atraem cada vez mais condutores: entenda as vantagens e economias do segmento

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WN7, a primeira moto elétrica da Honda
WN7, a primeira moto elétrica da Honda Foto: Divulgação/Honda

O ronco dos motores a combustão está perdendo espaço para o zumbido silencioso das motos elétricas nas ruas das grandes cidades brasileiras. O que antes era uma aposta de nicho, hoje se consolida como uma opção viável e econômica para o transporte diário, especialmente com modelos que já oferecem autonomia de até 150 km com uma única carga, com alguns chegando a 180 km, eliminando a ansiedade de ficar sem bateria no meio do caminho.

Essa nova geração de motocicletas elétricas foca diretamente nas dores do consumidor urbano: o alto custo dos combustíveis e a manutenção constante. A troca de postos de gasolina por tomadas domésticas representa uma economia imediata e significativa no orçamento mensal. Enquanto encher o tanque de uma moto popular pode custar mais de R$ 50, uma carga completa de uma moto elétrica raramente ultrapassa R$ 5, dependendo da tarifa de energia local.

Economia na prática

A vantagem financeira não para no "abastecimento". Motores elétricos possuem muito menos peças móveis em comparação com os a combustão. Isso significa o fim das trocas de óleo, velas, filtros e outros componentes que exigem visitas regulares à oficina. A manutenção se resume basicamente a itens de desgaste comum, como pneus, pastilhas de freio e relação, reduzindo drasticamente o custo de propriedade a médio e longo prazo.

WN7, a primeira moto elétrica da Honda
WN7, a primeira moto elétrica da Honda Foto: Divulgação/Honda

Para quem usa a moto como ferramenta de trabalho, como entregadores, essa economia é ainda mais impactante. Além dos custos menores, a pilotagem se torna mais confortável. O torque instantâneo dos motores elétricos garante arrancadas ágeis no trânsito, enquanto a ausência de vibração e ruído diminui o cansaço ao final de um longo dia de trabalho.

O mercado nacional já responde a essa demanda com uma variedade crescente de marcas e modelos. Opções que vão de scooters compactas, ideais para trajetos curtos, a motos com design mais robusto e desempenho similar a modelos de 160cc a combustão já estão disponíveis. É importante notar que a autonomia real pode variar conforme as condições de uso, como peso do condutor, velocidade e tipo de terreno. A facilidade de recarga, geralmente feita em tomadas comuns de 110V ou 220V durante a noite, integra o veículo à rotina da casa, como se fosse mais um aparelho eletrônico.

Novas regras alteram o uso de ciclomotores e bicicletas elétricas
Novas regras alteram o uso de ciclomotores e bicicletas elétricas Foto: Reprodução/Shineray

Apesar do investimento inicial ainda ser um ponto de atenção para muitos, a conta do custo total de propriedade, que inclui combustível, manutenção e impostos, fecha a favor dos modelos elétricos a médio prazo. Essa matemática simples é o que tem impulsionado a transição sobre duas rodas no país.

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