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Menos telas, mais luxo!

CEO da Bugatti critica excesso de telas nos carros de luxo

Mate Rimac defende que marcas europeias apostem em acabamento artesanal e exclusividade em vez de tentar competir com chinesas pela tecnologia

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Mate Rimac fundou sua própria fabricante de supercarros e baterias (Rimac) e hoje é CEO da Bugatti
Mate Rimac fundou sua própria fabricante de supercarros e baterias (Rimac) e hoje é CEO da Bugatti Foto: Divulgação/Bugatti

Mate Rimac, CEO da Bugatti Rimac, acredita que as montadoras europeias não deveriam tentar competir com as chinesas em áreas como telas, software e velocidade de carregamento. Para o executivo, a melhor estratégia seria apostar em características mais difíceis de reproduzir, como luxo, materiais nobres e acabamento artesanal.

Rimac usa como exemplo o interior de modelos antigos de marcas como Rolls-Royce, com couro, madeira e outros materiais de alta qualidade. Segundo ele, uma tela grande não necessariamente torna um carro mais luxuoso, já que o mesmo recurso pode estar presente em modelos muito mais baratos.

A ideia do executivo é semelhante ao posicionamento da indústria relojoeira suíça, que prioriza exclusividade e artesanato em vez de competir por volume. Para marcas como Bugatti, Bentley e Rolls-Royce, essa estratégia pode justificar preços elevados e criar uma identidade própria diante do avanço das fabricantes chinesas.

Bugatti Destrier
Bugatti Destrier Foto: Divulgação

O problema é que nem todas as montadoras europeias podem seguir o mesmo caminho. Empresas que dependem de grandes volumes, como Volkswagen e Renault, precisam continuar oferecendo carros acessíveis e competitivos, enquanto marcas premium também dependem de modelos de maior volume para sustentar suas operações.

Além disso, as fabricantes chinesas já estão avançando no segmento de luxo e combinando tecnologia, materiais sofisticados e preços competitivos. Por isso, simplesmente abandonar telas e recursos digitais não seria suficiente para garantir vantagem às marcas europeias.

Imagem do volante de Bugatti Chiron Sport. Interior tem peças em fibra de carbono na cor preta
Modelo Bugatti traz elementos de fibra de carbono para reduzir peso Foto: Paíto Motors / Reprodução

Ainda assim, Rimac defende que a Europa precisa encontrar uma forma própria de competir, em vez de apenas copiar tendências. Para a Bugatti, a resposta está em exclusividade, engenharia e acabamento artesanal, enquanto outras fabricantes terão de encontrar seu próprio equilíbrio entre tecnologia, preço e luxo.