O crescente interesse de gigantes como a Honda no segmento de motos elétricas, com registro de modelos no Brasil, acende uma dúvida no motociclista brasileiro: já é o momento de abandonar o motor a combustão? A resposta não é simples e passa diretamente pelo seu bolso e rotina. Analisamos os principais pontos que você deve considerar antes de tomar uma decisão.
O principal atrativo dos modelos elétricos é, sem dúvida, o custo por quilômetro rodado. Encher o “tanque” de uma moto elétrica em casa custa poucos reais. Considerando uma tarifa média de energia no Brasil, uma recarga completa para rodar cerca de 100 km pode sair, em média, por menos de R$ 5. Um modelo a combustão equivalente gastaria aproximadamente R$ 12 em gasolina para percorrer a mesma distância, a depender dos preços vigentes.
A manutenção também joga a favor da eletricidade. Motos elétricas dispensam trocas de óleo, filtros, velas e correias. O sistema é mais simples, com menos peças móveis sujeitas a desgaste, o que se traduz em visitas menos frequentes e mais baratas à oficina. A longo prazo, a economia gerada pode ser significativa.
Nem tudo são vantagens
O primeiro obstáculo para quem quer uma moto elétrica é o preço de aquisição. Modelos elétricos com desempenho similar a versões a combustão ainda custam consideravelmente mais caro. Esse investimento inicial elevado pode demorar anos para ser compensado pela economia com combustível e manutenção.
Outro ponto crítico é a infraestrutura de recarga e a autonomia. Enquanto postos de gasolina estão por toda parte, pontos de recarga públicos ainda são raros no Brasil. Isso limita o uso da moto elétrica a trajetos urbanos e bem planejados, onde é possível recarregar em casa ou no trabalho. Viagens longas se tornam um desafio.
O seguro é um custo que muitos esquecem de pesquisar. Por serem veículos mais caros e com peças de reposição específicas, o valor da apólice para uma moto elétrica pode ser mais alto do que para um modelo a combustão de mesma categoria. É fundamental fazer cotações antes de fechar negócio.
A decisão, portanto, depende do seu perfil. Para quem roda principalmente na cidade em trajetos curtos e diários, a moto elétrica já se mostra uma alternativa viável e muito econômica. Para quem precisa de versatilidade para viagens ou não tem um ponto de recarga fixo, o motor a combustão ainda oferece mais liberdade e praticidade.
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