O lançamento da Honda Pop 110i ES em 2024, já como modelo 2025, acirrou a disputa no segmento de motos de entrada. A líder histórica de vendas foi colocada frente a frente com uma rival focada no trabalho: a Mottu Sport 110i. Com a Pop renovada com partida elétrica e câmbio semiautomático, a pergunta para quem dependia da moto para trabalhar ficou mais difícil na época: qual delas oferecia o melhor pacote?
O duelo começava no coração de cada modelo. Ambas usavam motores de aproximadamente 110 cilindradas, mas com diferenças sutis. A Pop 110i entregava 8,43 cavalos de potência e se destacava pelo câmbio semiautomático de quatro marchas, que eliminava a necessidade de acionar a embreagem – uma vantagem de conforto significativa para o trânsito diário.
Do outro lado, a Mottu Sport 110i, uma versão da TVS Sport, oferecia 8,3 cavalos. Seu diferencial estava no câmbio convencional de quatro marchas, que podia agradar motociclistas mais tradicionais, e na dupla opção de partida: elétrica e a pedal, um recurso de segurança em caso de falha da bateria.
Preço e equipamentos
Na época de seus lançamentos, os valores eram próximos. A Honda Pop 110i ES 2025 tinha preço público sugerido de R$ 9.690, sem incluir frete e seguro. Já a Mottu Sport 110i era vendida por R$ 9.990, com uma proposta de compra mais direta. É importante notar que os preços mudaram: o modelo 2026 da Pop 110i, por exemplo, tem preço sugerido de R$ 10.588.
A lista de equipamentos revelava as diferentes estratégias. A Mottu saía na frente com um painel mais completo, que incluía indicador de marchas e hodômetro digital, além de uma útil porta USB para carregar o celular. Ela também já vinha com um robusto bagageiro de fábrica, pronta para a instalação de um baú.
A Pop 110i ES 2025 mantinha a simplicidade com seu painel analógico, mas apostava nas novas comodidades mecânicas, como a partida elétrica, um pedido antigo de seus consumidores.
Consumo e manutenção
A economia de combustível era um fator decisivo. A Mottu declarava, segundo dados do fabricante, um consumo que podia chegar a 65 km/l. A Pop 110i, por sua vez, tinha uma média já consolidada no mercado em torno de 49,1 km/l, um dado comprovado por milhares de proprietários.
Na manutenção, a balança sempre pendeu para a Honda, que possui uma vasta rede com mais de 1.100 concessionárias e oficinas espalhadas pelo Brasil, facilitando o acesso a peças e serviços. A Mottu, embora em expansão, possuía na época uma rede de suporte mais concentrada nos grandes centros, o que poderia ser um ponto de atenção dependendo da localidade do comprador.
A escolha final, portanto, dependia da prioridade de cada motociclista na época. A Pop 110i ES 2025 apostava na confiabilidade da marca, na ampla rede de pós-venda e no conforto do câmbio semiautomático. Já a Mottu Sport 110i atraía pelo pacote de equipamentos mais tecnológico e pronto para o trabalho, com um preço final que se mostrava competitivo no cenário de 2025.
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