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Não é só celular: outras infrações que os radares com IA já multam em SP

Veja outras infrações que a inteligência artificial pode identificar e que geram multa

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Flagrantes dos novos radares com IA
Flagrantes dos novos radares com IA Foto: Reprodução/@ArterisViaPaulista

A chegada dos novos radares com inteligência artificial, que começaram a multar efetivamente em julho de 2026 nos trechos Sul e Leste do Rodoanel, em São Paulo, acendeu um alerta para motoristas. A tecnologia, popularmente chamada de "dedo-duro", vai muito além de flagrar o uso do celular ao volante e já identifica outras infrações de risco.

O sistema utiliza câmeras de alta resolução e sensores infravermelhos para monitorar o trânsito 24 horas por dia. Um software avançado analisa o comportamento dos veículos e dos condutores em tempo real, permitindo a fiscalização em larga escala de hábitos perigosos.

É importante destacar que a tecnologia não multa automaticamente. O sistema identifica e registra as possíveis infrações, mas todo o material é obrigatoriamente analisado por um policial rodoviário, que valida a ocorrência antes da emissão da multa. Durante o período de testes no Rodoanel, entre 12 de maio e 29 de junho de 2026, o sistema registrou uma média de 165 flagrantes por dia, totalizando 7.297 infratores. Desses, 72,5% foram por falta de cinto de segurança e 22,5% pelo uso de celular.

Quais infrações os radares com IA já detectam

1. Falta do uso do cinto de segurança

Tanto o motorista quanto os passageiros podem ser flagrados. A câmera identifica facilmente a ausência da faixa diagonal do cinto sobre o corpo dos ocupantes, especialmente nos bancos dianteiros. A infração é considerada grave e resulta em 5 pontos na CNH.

2. Excesso de velocidade

Além de identificar infrações comportamentais dentro do veículo, os novos equipamentos mantêm a função tradicional de fiscalizar os limites de velocidade da via, agora com maior precisão e capacidade de processamento de dados, também gerando multas.

A expansão dessa tecnologia não se limita à capital paulista. Tecnologias semelhantes de monitoramento inteligente já vêm sendo utilizadas em rodovias como a Anhanguera, na região de Ribeirão Preto, e a Campinas-Mogi desde 2023, embora com funções e níveis de fiscalização diferentes. A tendência é que a modernização da fiscalização de trânsito se espalhe por todo o país, com o objetivo principal, segundo as autoridades, de aumentar a segurança e reduzir o número de acidentes causados por desatenção e imprudência.

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