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Bajaj assume operações da KTM no Brasil e promete nova fábrica no país

Gigante indiana passa a comandar vendas, marketing e pós-venda dos austríacos no Brasil

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KTM Duke 390
KTM Duke 390 Foto: Divulgação/KTM

A marca austríaca de motocicletas KTM passará a representada no Brasil pela indiana Bajaj. A decisão acontece como consequência da compra de 76% do grupo Pierer Mobility, controlador da KTM, pela Bajaj Auto, ainda em 2025.

Como desdobramento do acordo global, a Bajaj do Brasil será responsável pela gestão, vendas, marketing, distribuição, rede, serviços e peças da Bajaj e KTM, bem como da Husqvarna. O acordo também fará com que KTM e Husqvarna tenham uma unidade independente de produção em Manaus (AM) com produção CKD a partir do próximo trimestre.

Uma aliança de quase duas décadas

A relação entre Bajaj e KTM não é recente. A parceria começou em 2007, somando quase 19 anos de colaboração estratégica. Durante esse período, a Bajaj tem sido responsável pela produção de modelos de baixa e média cilindrada da KTM em suas fábricas na Índia, como as populares linhas Duke e RC, que são exportadas para diversos mercados globais, incluindo o brasileiro. A aquisição do controle acionário foi um passo natural para fortalecer essa aliança industrial.

A fábrica em Manaus é da Bajaj

Uma fonte comum de confusão diz respeito à produção nacional. A Bajaj, de fato, inaugurou sua própria fábrica em Manaus (AM) em junho de 2024. No entanto, esta unidade é dedicada exclusivamente à montagem dos modelos da Bajaj, como a Dominar e a Pulsar. A produção das motocicletas KTM no Brasil continua a ser realizada sob o regime CKD (Completely Knocked-Down) em parceria com uma montadora local, de forma separada da estrutura da Bajaj.

O que muda para o consumidor brasileiro?

Na prática, para os proprietários e interessados em adquirir motocicletas KTM ou Bajaj no Brasil, não houve mudanças diretas. As redes de concessionárias, as estratégias de vendas, o marketing e os serviços de pós-venda de cada marca continuam a operar de forma totalmente separada. A mudança no controle acionário global pode, no futuro, resultar em sinergias tecnológicas e de desenvolvimento de produtos, mas ainda não há anúncios de uma unificação das operações comerciais no país.

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