Escolher um capacete de moto vai muito além da estética. O item, de uso obrigatório por lei no Brasil, é o principal equipamento de segurança para o motociclista. Uma decisão errada pode colocar a vida em risco, por isso é fundamental saber verificar o selo do Inmetro, encontrar o tamanho correto e entender qual modelo se adapta melhor ao seu tipo de uso, seja na cidade ou na estrada.
O primeiro passo é sempre checar a certificação. Todo capacete vendido no país precisa ter o selo do Inmetro, que garante que o produto foi testado e aprovado em quesitos como resistência a impactos e qualidade da viseira. A partir de 1º de julho de 2026, os capacetes vendidos no Brasil deverão ter um novo selo digital com QR Code, que permite verificar a autenticidade em tempo real pelo celular. Modelos com o selo antigo continuam válidos para uso e não precisam ser substituídos pelos proprietários. A restrição se aplica à comercialização de novos capacetes sem o novo selo digital após o período de transição. Ao comprar um capacete novo em 2026, procure pelo QR Code do Inmetro e escaneie-o com seu smartphone para confirmar a autenticidade antes da compra. Usar um modelo sem essa certificação, além de perigoso, resulta em infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.
Depois da segurança, o ajuste perfeito é essencial. Um capacete frouxo pode sair da cabeça em uma queda, enquanto um muito apertado causa desconforto e dores de cabeça. Para descobrir seu tamanho, passe uma fita métrica ao redor da cabeça, cerca de dois dedos acima das sobrancelhas. Em geral, a medida em centímetros corresponde à numeração do capacete, embora possa haver pequenas variações entre marcas. Por exemplo, 58 centímetros de circunferência indicam que o tamanho ideal é o 58.
Ao experimentar, vista o capacete e feche a cinta jugular. Ele deve entrar justo, mas sem criar pontos de pressão. Movimente a cabeça para os lados e para cima e para baixo. O equipamento deve permanecer firme, acompanhando o movimento sem folgas. As bochechas devem ficar levemente pressionadas pelo forro.
Atenção: nova certificação em 2026
A mudança na certificação, estabelecida pela Portaria nº 314/2025 do Inmetro, visa aumentar a segurança e combater a falsificação. O novo selo digital com QR Code permitirá que consumidores e fiscais confirmem instantaneamente se o produto é autêntico e atende às normas de segurança vigentes. Lembre-se que, além do selo, o capacete deve possuir os dispositivos retrorrefletivos de segurança na parte frontal, traseira e laterais, que também são obrigatórios.
Tipos de capacete para cada uso
Entender as diferenças entre os modelos ajuda a fazer uma escolha mais adequada ao seu dia a dia. Cada um oferece um nível diferente de proteção e conforto.
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Integral: Também conhecido como fechado, é o modelo mais seguro e popular. Protege totalmente o crânio e o queixo, sendo ideal para uso urbano e em rodovias, onde a velocidade é maior.
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Articulado: Chamado de escamoteável, possui a queixeira móvel, que pode ser levantada. Combina a praticidade de um capacete aberto com a segurança de um integral quando está fechado. É uma boa opção para quem transita muito na cidade.
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Aberto: Não possui proteção para o queixo, o que o torna menos seguro em caso de acidentes. É mais ventilado e recomendado apenas para trajetos curtos e em baixa velocidade. O uso de óculos de proteção é obrigatório com este modelo.
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Off-road: Desenvolvido para trilhas e motocross, tem a queixeira alongada para facilitar a respiração e pala para proteger do sol e de detritos. Não possui viseira e deve ser usado com óculos de proteção específicos.
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