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GM terá elétricos com 20% menos bateria e 15% menos peso

A arquitetura de quarta geração utilizará baterias com alto teor de manganês e promete veículos mais leves e eficientes.

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General Motors está desenvolvendo nova plataforma
General Motors está desenvolvendo nova plataforma Foto: Divulgação/GM

A General Motors (GM) apresentou uma nova geração de sua plataforma para carros elétricos, com foco na redução de custos, no aumento da eficiência e na melhoria do desempenho. Revelada durante o evento GM Forward, realizado em Nova York, nos Estados Unidos, a arquitetura de quarta geração utilizará baterias com alto teor de manganês e promete veículos mais leves e eficientes.

Segundo a fabricante, os futuros modelos desenvolvidos com a nova plataforma terão redução de 15% no peso e aumento de 20% na eficiência energética. A capacidade total das baterias também poderá ser 20% menor, sem comprometer a autonomia pretendida. Além disso, a aerodinâmica deverá melhorar em 25%.

A estratégia busca diminuir o custo de produção dos carros elétricos, já que as baterias representam uma parcela importante do valor desses veículos. A GM ainda não confirmou quais modelos utilizarão a nova arquitetura nem divulgou uma data específica para o início da produção. A empresa, porém, indicou que a plataforma atenderá a diferentes segmentos, especialmente SUVs do tipo crossover, que estão entre os mais vendidos da marca.

Baterias LMR são destaque da nova plataforma

Silhueta do Chevrolet Sonic é exibida em vídeo de retrospectiva da General Motors (GM)
Silhueta do Chevrolet Sonic é exibida em vídeo de retrospectiva da General Motors (GM) Foto: Divulgação/General Motors

O principal avanço tecnológico está nas baterias LMR, sigla em inglês para lítio com alto teor de manganês. Desenvolvidas em parceria com a LG Energy Solution, essas células utilizam uma proporção maior de manganês, material mais barato que o cobalto, e prometem combinar custo reduzido com boa autonomia.

De acordo com a GM, as baterias LMR apresentam densidade energética 33% superior à das células de fosfato de ferro-lítio (LFP), mantendo custos comparáveis. A tecnologia poderá permitir que os veículos ofereçam autonomia semelhante ou superior mesmo com uma bateria de menor capacidade.

As células prismáticas também serão integradas estruturalmente aos veículos, permitindo melhor aproveitamento do espaço e maior flexibilidade no desenho da carroceria.

Menos componentes e mais capacidade de processamento

Cadillac Escalade
Cadillac Escalade Foto: Cadillac / Divulgação

A nova plataforma também terá motores elétricos e componentes eletrônicos simplificados. A GM afirma que o número de peças nas unidades de tração será reduzido em 40%, contribuindo para diminuir a complexidade e os custos de fabricação.

Outro destaque é a arquitetura eletrônica centralizada, que reunirá funções antes distribuídas entre diferentes módulos. O sistema promete 40 vezes mais capacidade de processamento e uma redução de 30% na quantidade de fiação dos veículos elétricos.

A empresa também prevê melhorias nas atualizações remotas de software e nos recursos de condução assistida. Parte dessa arquitetura estreará no Cadillac Escalade IQ 2028, incluindo a proposta de condução sem necessidade de manter as mãos no volante em condições específicas.

Com essas mudanças, a GM pretende tornar seus futuros elétricos mais competitivos em preço e eficiência, em um mercado no qual as montadoras disputam consumidores com veículos de maior autonomia e custos menores.

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