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Toyota testa motor a amônia como alternativa aos elétricos

O propulsor tem três cilindros em linha e 658 cm³ de cilindrada, configuração voltada aos chamados kei cars

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Motor da Toyota movido a amônia
Motor da Toyota movido a amônia Foto: Reprodução/Motor-Fan.JP

A Toyota, por meio da fabricante de carros pequenos Daihatsu, apresentou um motor experimental movido a amônia, com o objetivo de desenvolver alternativas para reduzir as emissões de carbono. A novidade foi exibida durante o Japan Mobility Show 2026 Bizweek, no Japão, e faz parte da estratégia da montadora de investir em diferentes tecnologias de propulsão.

O motor tem três cilindros em linha e 658 cm³ de cilindrada, configuração voltada aos chamados kei cars, veículos compactos populares no mercado japonês. O sistema utiliza amônia como combustível principal e produz hidrogênio a partir dela para melhorar a combustão.

Segundo informações publicadas pelo site Autoblog, o conjunto conta com um sistema que transforma parte da amônia em hidrogênio. Durante a partida, o processo utiliza eletricidade. Depois que a temperatura aumenta, um catalisador assume a produção do gás, permitindo manter o funcionamento do motor.

Os kei cars são micro carros muito populares no Japão por suas taxas mais baixas.
Os kei cars são micro carros muito populares no Japão por suas taxas mais baixas. Foto: Os kei cars são micro carros muito populares no Japão por suas taxas mais baixas.

A amônia chama a atenção por não conter carbono em sua composição. Por isso, sua queima não gera dióxido de carbono (CO2) diretamente, diferentemente dos combustíveis tradicionais derivados do petróleo. Além disso, o composto pode ser mais fácil de armazenar e transportar do que o hidrogênio puro.

Apesar do potencial, a tecnologia ainda enfrenta obstáculos. A combustão da amônia pode produzir óxidos de nitrogênio, poluentes prejudiciais à saúde, enquanto o combustível que não é queimado pode contribuir para a emissão de óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa. O tamanho do sistema também pode dificultar sua instalação em veículos tão pequenos.

Por enquanto, o motor continua em fase de testes, sem previsão confirmada de chegada ao mercado. A Toyota pretende avaliar se a solução pode se tornar uma alternativa viável para reduzir as emissões no setor automotivo.

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