O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, descartou qualquer possibilidade de venda da Maserati. O executivo reforçou que o grupo não planeja negociar a tradicional fabricante italiana, afastando rumores persistentes sobre o futuro da marca no mercado automotivo.
A declaração ocorreu durante entrevista à "Bloomberg Television" no Salão do Automóvel de Paris de 2026. Questionado sobre os boatos a respeito da marca do tridente, Filosa negou qualquer possibilidade de negócios envolvendo a empresa. Essa postura reforça a intenção da empresa de manter a fabricante sob o controle de sua estrutura corporativa, repetindo posicionamentos anteriores sobre a posse do negócio.
As especulações surgiram após a Maserati enfrentar dificuldades operacionais nos últimos anos, registradas por quedas nas vendas e dúvidas em relação à sustentabilidade da empresa a longo prazo. Diante desse cenário competitivo, a Stellantis chegou a analisar alternativas e conversar com potenciais parceiros para melhorar as perspectivas comerciais, sem cogitar a transferência de controle.
Colaboração entre Alfa Romeo e Maserati
A permanência da Maserati no portfólio de luxo acompanha o objetivo de oferecer novos rumos e lançamentos para recuperar o ritmo de mercado. Para viabilizar esse avanço, a liderança indicou uma cooperação mais estreita entre Alfa Romeo e Maserati.
A proposta busca aproveitar a herança compartilhada e o posicionamento premium de ambas as fabricantes. A integração dos trabalhos de engenharia tem a finalidade de encurtar prazos de entrega e diminuir custos de desenvolvimento, fatores essenciais para enfrentar a concorrência no segmento de luxo.
O compartilhamento de recursos técnicos servirá para otimizar os investimentos da Stellantis sem abrir mão da identidade visual e conceitual de cada divisão. A proximidade com a Alfa Romeo surge como um instrumento para a Maserati retomar fôlego comercial sem trocar de proprietário.
Manutenção das marcas americanas e europeias
Filosa também rejeitou categoricamente a divisão das marcas europeias e norte-americanas em negócios separados. O executivo classificou a hipótese como "impossível", defendendo que o grupo obtém vantagens competitivas ao criar tecnologias centrais em escala global.
A abordagem compartilhada abrange o desenvolvimento de componentes cruciais, desde plataformas até conjuntos mecânicos que atendem diferentes montadoras da empresa. O grupo reúne 14 marcas com atuações próprias:
-
Fiat, Peugeot, Citroën, Opel/Vauxhall, Lancia, DS Automobiles, Abarth, Alfa Romeo e Maserati;
-
Jeep, Ram, Dodge e Chrysler.
De acordo com Filosa, todas as 14 fabricantes cumprem um propósito exclusivo e desempenham um papel relevante dentro do planejamento global da companhia.
• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!