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Aston Martin adia 1º elétrico e mantém viva a paixão pelos V8 e V12

Decisão adia o primeiro carro elétrico da marca para 2033; entenda a estratégia

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Aston Martin DBX 707
Aston Martin DBX 707 Foto: Aston Martin/Divulgação

A Aston Martin, famosa por seus carros esportivos de luxo, decidiu pisar no freio em sua corrida para a eletrificação. Em uma mudança de rota que marca o terceiro adiamento do projeto, o primeiro veículo totalmente elétrico da marca não deve chegar antes de 2033, com a possibilidade de ser lançado apenas em 2035.

A decisão, que reflete uma leitura cuidadosa do mercado, foi detalhada pelo novo CEO Adrian Hallmark. A fabricante britânica aponta a demanda ainda incerta por supercarros elétricos e as constantes mudanças nas regulamentações globais como os principais motivos. Enquanto o futuro elétrico é recalibrado, a paixão pelos motores a combustão segue mais viva do que nunca.

A estratégia para manter os V8 e V12

Para a alegria dos puristas, os icônicos motores V8 e V12 continuarão a equipar os modelos da Aston Martin pelo menos até 2035. A empresa já desenvolve uma estratégia para que esses propulsores se mantenham em conformidade com as futuras regras de emissões, explorando inclusive possíveis exceções para veículos de produção limitada.

Para melhorar a eficiência, a marca planeja usar sistemas de hibridização leve (mild-hybrid) em seus motores a combustão. No entanto, a tecnologia híbrida plug-in (PHEV) não será amplamente adotada. A fabricante considera que o peso, a complexidade e os custos extras não compensam, tornando o superesportivo Valhalla uma exceção na linha.

E o futuro elétrico da Aston Martin?

Quando finalmente chegar ao mercado, o primeiro elétrico da Aston Martin contará com tecnologia de ponta fornecida pela Lucid, em uma parceria estratégica que garante acesso a sistemas de propulsão e baterias de alto desempenho. A marca resume sua postura com a frase "somos atrasadores de VEs, não negadores de VEs", indicando que a intenção é lançar um produto maduro e competitivo.

Ao adiar o projeto, a Aston Martin ganha um tempo valioso para observar a evolução do mercado, das baterias e das tecnologias de recarga. A empresa acredita que, por não precisar fazer um investimento pesado imediatamente, poderá desenvolver um produto final mais alinhado às expectativas de seus clientes e às regulamentações vigentes no futuro.

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