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fim dos V8?

O futuro da Aston Martin: nova plataforma modular e motores V8 híbridos

Montadora unificará seus modelos em uma única base de alumínio; objetivo é simplificar a produção e eletrificar sem perder o ronco dos motores

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Valhalla é o mais novo supercarro da Aston Martin e traz motorização híbrida plug-in
Valhalla é o mais novo supercarro da Aston Martin e traz motorização híbrida plug-in Foto: Divulgação/Aston Martin

A Aston Martin, sob a nova liderança do CEO Adrian Hallmark, está traçando um caminho ambicioso para o seu futuro. A estratégia centraliza-se no desenvolvimento de uma plataforma modular única para todos os seus futuros modelos e na adoção de um sistema de eletrificação gradual, garantindo que o ronco característico dos seus motores V8 continue a ser uma assinatura da marca.

Uma base para todos

O plano da montadora britânica é unificar o desenvolvimento de seus carros esportivos e SUVs em uma única arquitetura modular e escalável, que será lançada antes do final desta década. Essa abordagem visa simplificar a produção, reduzir custos e diminuir a complexidade de engenharia, permitindo que componentes como sistemas de climatização e pontos de fixação de assentos sejam padronizados em toda a gama.

A nova plataforma, que utilizará materiais leves e resistentes, representa a próxima fase na evolução da marca, sucedendo as recentes atualizações de modelos como o Vantage, o DB12 e o DBX.

Eletrificação gradual sem perder a alma

Em vez de saltar diretamente para os híbridos plug-in (PHEV), a Aston Martin focará inicialmente em uma tecnologia mais sutil. Os motores V8, fornecidos pela Mercedes-AMG, serão equipados com um sistema híbrido-leve de 48 volts. Essa tecnologia não apenas ajudará a marca a cumprir as futuras normas de emissões, mas também trará benefícios de desempenho.

O sistema de 48 volts fornecerá assistência elétrica aos turbocompressores, reduzindo o turbo lag, e também suportará componentes de alto consumo, como o sistema de ar-condicionado, otimizando a eficiência do motor a combustão. A grande vantagem, segundo a marca, é que essa abordagem preserva o som visceral e a experiência de condução que os clientes esperam de um Aston Martin.

A transição completa para veículos 100% elétricos (BEVs) continua nos planos da empresa, mas agora está prevista para acontecer de forma mais gradual, a partir da década de 2030. Este cronograma representa um ajuste nos planos originais da montadora, refletindo uma adaptação às atuais condições e à demanda do mercado de veículos elétricos de luxo.

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