O BYD Dolphin Mini é um carro relativamente novo no mercado global e acabou de ter sua “segunda geração” revelada na China. Oficialmente ele passa a ser chamado de “Great Seagull”, enquanto o modelo antigo era chamado de Seagull, e traz mudanças importantes para aumentar sua competitividade.
As mudanças chegam em momento oportuno para a BYD. Somente em agosto, o Geely EX2 superou a marca de 39 mil unidades vendidas na China, enquanto o Dolphin Mini mal superou a marca de 10 mil carros.
A principal novidade está nas dimensões e no visual, que agora é bem mais agressivo. O modelo agora está mais comprido que o Dolphin Mini, (ou Seagull, na China) e mede 4,20 m de comprimento, em relação aos 3,78 do modelo original. O entre-eixos passou de 2,50 m para 2,65 m, exatamente as mesmas dimensões do EX2.
Agora, o Dolphin Mini passa a contar com tração traseira, e não mais dianteira como era no modelo anterior. Essa mudança na posição do motor, bem como o tamanho extra, possibilitou a instalação de um porta objetos sob o capô (frunk), que não teve a capacidade revelada.
De acordo com os órgãos reguladores, o motor também será aprimorado e passa a entregar 129 cv de potência, ficando mais potente que o Geely EX2 (116 cv) e até mesmo que o BYD Dolphin GS, que entrega apenas 95 cv.
Além disso, o Great Seagull chinês passa a ser equipado com sistema de suspensão traseira multilink, uma configuração mais avançada e cara que o sistema de eixo de torção usado pelo modelo de entrada da BYD no Brasil. Essa alteração faz com que o Great Seagull use a mesma configuração de suspensão do seu principal rival.
Outra alteração está na medida dos pneus, que deixam de ter as medidas 175/55R16 passam a ser de medida 205/60R16.
Cabine modificada
Além de mais espaço para os ocupantes, o novo Great Seagull chinês agora parece oferecer de série a configuração de 5 lugares. Vale lembrar que quando foi lançado em 2023, o modelo oferecia apenas a configuração para 4 ocupantes, o que já está se tornando raridade na China.
O modelo também traz uma cabine bem modificada, perdendo a tela que apresentava velocidade e outras informações exclusivamente para o motorista, com todas as informações se concentrando na multimídia.
Os dados oficiais sobre a qualidade, dimensões e todas as funcionalidades da tela ainda não foram divulgados, visto que o modelo ainda não conta com data oficial de lançamento. Mas é possível perceber que a cabine mudou bastante e o desenho do volante é diferente.
As maçanetas (internas e externas) mantém o padrão visto no Dolphin Mini atual, e o destaque no exterior fica para o sensor do tipo LiDar posicionado no teto.
Vem para o Brasil?
O BYD Great Seagull ainda não foi lançado na China, mas sua chegada ao Brasil é incerta. O Dolphin Mini vendido por aqui ainda possui o visual original, mas no país de origem, o compacto de entrada da BYD já teve duas atualizações que não chegaram ao mercado brasileiro.
O crescimento de tamanho e potência pode inviabilizar sua chegada ao país, uma vez que ele passaria a ser maior que o próprio Dolphin (4,12 m), e apenas com o Dolphin SE (4,28 m) sendo maior.
Contudo, a linha do Dolphin poderá passar por uma grande mudança em 2027, quando o Dolphin G (híbrido plug-in) passará a ser vendido por aqui, e é justamente essa alteração na família Dolphin que possibilitaria a chegada do Great Seagull.
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