A parceria entre General Motors e Hyundai, firmada em 2025, ainda não está garantida para os futuros carros da Chevrolet no Brasil. Nesta semana, executivos da GM afirmaram que existem aprovações internas pendentes antes de definir quais projetos serão aplicados ao mercado brasileiro.
Relembre a parceria entre GM e Hyundai
O acordo entre as duas fabricantes prevê o desenvolvimento conjunto de cinco veículos. Quatro deles foram pensados para a América Central e do Sul: um carro compacto, um SUV compacto e duas picapes. A Hyundai lidera os projetos dos veículos compactos, enquanto a GM ficou responsável pelo desenvolvimento da picape média.
Essa divisão alimentou a expectativa de que os próximos Chevrolet vendidos no Brasil poderiam usar plataformas da Hyundai. Entre as possibilidades está a nova geração do Onix baseada em uma arquitetura relacionada ao Hyundai i20.
No caso dos SUVs, a possibilidade mais comentada envolve o Tracker. O modelo poderia compartilhar componentes e arquitetura com o Hyundai Creta, criando uma ligação técnica entre dois dos principais produtos das marcas.
Onix, Tracker e Montana são atualmente produzidos sobre a plataforma GEM, desenvolvida pela GM em parceria com a chinesa SAIC. Uma futura arquitetura compartilhada com a Hyundai permitiria reduzir custos de desenvolvimento e aumentar a escala dos novos projetos.
A mudança também poderia facilitar a adoção de novas tecnologias. As plataformas em desenvolvimento foram pensadas para receber motores a combustão e diferentes níveis de eletrificação, o que seria importante para a próxima geração dos modelos vendidos na América do Sul.
Futuro incerto no Brasil
A parceria entre GM e Hyundai começou a ganhar forma em 2024, quando as empresas assinaram um memorando para avaliar projetos conjuntos. Em 2025, elas anunciaram os cinco veículos e informaram que os trabalhos de engenharia já estavam em andamento, com os primeiros lançamentos previstos a partir de 2028.
O problema é que nada disso garante, até o momento, que os novos Chevrolet produzidos no Brasil usarão essas plataformas. A própria direção da GM na América do Sul adotou cautela ao comentar o assunto.
Portanto, um futuro Tracker baseado em uma arquitetura do Creta ou um novo Onix com tecnologia Hyundai continua sendo possível, mas não pode ser tratado como decisão tomada. Para o Brasil, o próximo passo depende das aprovações e definições que ainda estão em andamento.
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