A Renault voltou a registrar lucro no primeiro semestre de 2026, impulsionada pelo forte crescimento nas vendas de veículos elétricos. A montadora francesa também manteve suas metas para o ano, apesar da concorrência cada vez maior de fabricantes chineses no mercado europeu.
A receita da empresa cresceu 9,4% na comparação com o mesmo período de 2025, chegando a 30,25 bilhões de euros. O lucro líquido foi de 700 milhões de euros, revertendo o prejuízo de 11,18 bilhões de euros registrado um ano antes. Os resultados refletem o avanço da estratégia da companhia de ampliar sua oferta de modelos elétricos.
As vendas de veículos elétricos aumentaram 47,6% e passaram a representar cerca de 20% dos carros novos comercializados pela Renault. O desempenho ajudou a compensar uma leve queda de 0,4% no volume total de veículos vendidos, atribuída principalmente a problemas logísticos da marca Dacia.
Mesmo com a pressão de montadoras chinesas, como BYD e Chery, que ampliam sua presença na Europa com modelos mais baratos, a Renault decidiu manter o foco na rentabilidade, evitando uma guerra de preços. A empresa reafirmou a meta de alcançar margem operacional de 5,5% em 2026.
O presidente-executivo da Renault, François Provost, afirmou que os resultados confirmam a eficácia da estratégia da companhia em um cenário desafiador. Além da expansão dos elétricos, a montadora aposta em parcerias, como a firmada com a Geely, para fortalecer sua atuação em mercados como América Latina e Coreia do Sul.
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