O Lexus LFA original, com produção limitada a 500 unidades entre 2010 e 2012, consolidou-se como um objeto de culto. Seu motor V10 teve o som afinado pela Yamaha para simular a sonoridade de um carro de Fórmula 1, um detalhe que elevou seu status.
Vendido inicialmente por cerca de 400 mil dólares, a raridade do modelo fez seu valor de revenda saltar para aproximadamente 1,8 milhão de dólares. Ao projetar seu sucessor elétrico, o desafio da Lexus não era a velocidade, mas como replicar a emoção de um motor a combustão.
O novo conceito, apresentado no canal “Supercar Blondie”, estabelece uma ponte entre a nostalgia mecânica e a tecnologia de ponta, incluindo um drone acoplado ao veículo.
O drone "co-piloto"
Uma das funcionalidades mais inovadoras do protótipo é a integração de um drone autônomo na traseira. O dispositivo atua como uma extensão dos sensores do carro, com duas funções principais.
Primeiro, ele opera como um co-piloto de rally, decolando para escanear curvas e condições do terreno à frente. Os dados são enviados em tempo real para o cockpit, aumentando a segurança e a performance.
Em segundo lugar, o sistema grava e transmite o percurso ao vivo, transformando a experiência de dirigir em um evento digital. A tecnologia expande o campo de percepção do motorista para além da linha de visão.
A engenharia da emoção no V10 elétrico
Para resolver a ausência de vibrações mecânicas em veículos elétricos de alta performance, a Lexus desenvolveu um sistema de feedback tátil. A marca integrou atuadores no assento, no volante e nos pedais para simular a ressonância e os pulsos de um motor V10.
O design, sob a direção de Sugar San, mantém as proporções clássicas do LFA. Na traseira, elementos triangulares homenageiam as icônicas saídas triplas de escapamento do modelo original, servindo como uma âncora visual para a linhagem da marca.
O interior do cockpit adota uma filosofia de "duas personalidades". O lado do motorista é branco, criando uma "bolha imersiva", enquanto o lado do passageiro é totalmente preto.
Cada detalhe do conceito é guiado pela aerodinâmica e pela gestão térmica, revelando uma engenharia sofisticada por trás da estética:
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Geradores de vórtice: otimizam o fluxo de ar sobre a carroceria para melhorar a estabilidade e reduzir a turbulência.
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Portas de carregamento: localizadas na traseira, as entradas de energia têm um design semelhante a porta-copos.
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Retrovisores digitais: câmeras ultrafinas substituem os espelhos para minimizar o arrasto aerodinâmico.
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Aerofólio ativo: o sistema possui duas posições, alternando entre máximo downforce em curvas e redução de arrasto em retas.
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