O preço dos combustíveis começou julho de 2026 em queda em todo o Brasil, trazendo um alívio para o bolso dos motoristas. Gasolina, etanol e diesel S-10 ficaram mais baratos na segunda semana do mês, segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O diesel S-10 liderou o recuo, com o litro passando de R$ 7,04 para R$ 6,95, uma redução de R$ 0,09 (1,35%). Já a gasolina comum teve uma queda mais tímida, de R$ 6,73 para R$ 6,70, o que representa R$ 0,03 a menos por litro. Enquanto isso, o etanol hidratado foi de R$ 4,21 para R$ 4,17, uma diminuição de R$ 0,04 que levou o biocombustível ao menor valor desde dezembro de 2024.
Etanol amplia vantagem para carros flex
Além da redução no preço, o etanol se consolidou como a opção mais econômica para quem possui veículos flex. Segundo o levantamento, o Indicador Flex nacional, que mede a relação de preço entre os dois combustíveis, caiu para 65,9%. O número fica abaixo do patamar de 70%, referência que indica quando vale mais a pena abastecer com o biocombustível.
Entre os estados onde essa vantagem é mais clara estão Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e o Distrito Federal. Nesses locais, a diferença de preço compensa o rendimento menor do etanol em comparação com a gasolina.
Queda varia pelo país
A redução nos postos, no entanto, não foi uniforme em todo o território nacional. Os maiores recuos no preço do etanol foram observados no Rio Grande do Norte, com uma queda de R$ 0,21 por litro, e no Ceará, onde a redução foi de R$ 0,10. Pará e Pernambuco registraram uma baixa de R$ 0,08 no litro.
Em São Paulo, principal mercado consumidor do país, o preço do etanol caiu R$ 0,05. Por outro lado, em estados como Amazonas, Distrito Federal e Maranhão, o movimento foi de alta, contrariando a tendência nacional de queda para o biocombustível.
Apesar da sequência de quedas, o levantamento aponta que os valores da gasolina e do diesel ainda estão acima dos patamares registrados antes das tensões geopolíticas que pressionaram o preço do petróleo no mercado internacional. O setor segue em um processo de acomodação, mas a redução de custos ainda não foi totalmente repassada ao consumidor final, especialmente nas capitais.
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