O início da produção do Chevrolet Captiva EV na fábrica do Polo Automotivo do Ceará (PACE) intensifica a ofensiva da General Motors em carros chineses no Brasil. Durante o evento de início de produção, Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, prometeu um modelo de tecnologia inovadora na planta cearense.
Apesar de não haver confirmação oficial por parte da General Motors, a tendência é que a variante híbrida plug-in do Captiva seja o modelo produzido na nova fábrica. Essa tecnologia poderia ser a “inédita” mencionada por Owsianski, já que a Chevrolet nunca ofereceu um modelo híbrido, muito menos plug-in no mercado brasileiro.
O que esperar da Captiva híbrida?
Vendida na China como Wuling Starlight S, o Captiva EV deverá contar com a mesma motorização do modelo chinês. Por lá, são três variantes, com alcance elétrico variando entre 60 km e 130 km.
O conjunto usa um motor 1.5 aspirado de 106 cv de potência e 13,2 kgfm de torque, junto de um motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm (o mesmo da versão 100% elétrica), junto de uma transmissão E-CVT.
Na China, são duas opções de baterias, com 9,5 kWh ou 20,5 kWh, que garantem 60 km e 130 km de alcance, respectivamente, no padrão de medição local. O tanque de combustível é de 56 litros, e o alcance combinado em modo híbrido é de 1.100 km. A tendência é que esses números de alcance sejam reduzidos quando o modelo passar pelo padrão de testes do Inmetro.
No mais, o Captiva híbrido é exatamente igual ao modelo elétrico, com 4,74 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,68 m de altura e 2,8 m de entre-eixos. A cabine é bem espaçosa e conta com painel de instrumentos de 8,8 polegadas e multimídia de 15,6 polegadas.
Em termos de preços, o modelo deve custar próximo dos R$ 200 mil cobrados pelo modelo totalmente elétrico e chegará ao mercado para enfrentar Geely EX5 EM-I (vendido entre R$ 189.990 e R$ 234.990), Leapmotor C10 REEV (R$ 219.990).
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