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Como o catalisador do carro evita o 'envenenamento' do ar que respiramos

Essa peça essencial transforma gases tóxicos em substâncias menos nocivas; entenda como ela funciona e os riscos de retirá-la do seu veículo

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98% dos gases nocivos da combustão são convertidos em gases menos prejudiciais à saúde por conta do catalisador
98% dos gases nocivos da combustão são convertidos em gases menos prejudiciais à saúde por conta do catalisador Foto: Freeimages.com / Reprodução

Você provavelmente não pensa nele, mas uma peça no sistema de escapamento do seu carro trabalha sem parar para evitar que gases venenosos contaminem o ar. Estamos falando do catalisador, um componente instalado nos veículos nacionais a partir de 1992 e obrigatório por lei no Brasil desde 1997 que funciona como um pequeno e eficiente laboratório químico sobre rodas.

Sua função é crucial: converter cerca de 98% das substâncias altamente tóxicas, resultantes da queima do combustível, em compostos muito menos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Sem ele, as ruas seriam tomadas por uma névoa invisível e perigosa, agravando doenças respiratórias e contribuindo para a poluição atmosférica de forma drástica.

Como o catalisador funciona?

O catalisador fica localizado logo após o coletor de escape do motor. Por dentro, ele possui uma estrutura cerâmica semelhante a uma colmeia, revestida por uma fina camada de metais nobres, como platina, paládio e ródio. Quando os gases quentes do motor passam por essa estrutura, esses metais promovem reações químicas que transformam os poluentes.

O processo de conversão funciona basicamente em três frentes:

  • O monóxido de carbono (CO), um gás altamente tóxico, é transformado em dióxido de carbono (CO2), um gás significativamente menos nocivo aos seres humanos.

  • Os hidrocarbonetos (HC), que são combustível não queimado, são convertidos em água (H2O) e dióxido de carbono (CO2).

  • Os óxidos de nitrogênio (NOx), responsáveis pela chuva ácida e problemas respiratórios, são decompostos em gás nitrogênio (N2), o principal componente do ar.

Quais os riscos de andar sem catalisador?

Retirar o catalisador, além de ser uma prática ilegal que constitui uma infração grave, com multa e retenção do veículo, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, traz uma série de prejuízos. O primeiro e mais óbvio é o dano ambiental, liberando diretamente na atmosfera todos os poluentes que a peça deveria tratar. Além disso, o furto de catalisadores tem se tornado comum devido aos metais nobres em seu interior, deixando o proprietário com o prejuízo e os mesmos problemas de um veículo sem a peça.

Para o carro, as consequências também são negativas. A central eletrônica do motor é calibrada para operar com a contrapressão gerada pela peça. Dependendo da calibração, a remoção pode causar falhas de funcionamento, aumento de consumo ou perda de desempenho.

Sinais de que o catalisador está com problemas

Embora muitos fabricantes considerem uma vida útil superior a 100 mil quilômetros, falhas podem ocorrer antes devido a impactos, combustível de má qualidade ou problemas de combustão. Fique atento a estes sinais:

  • Perda de potência do motor, principalmente em subidas.

  • Aumento repentino no consumo de combustível.

  • Luz da injeção eletrônica acesa no painel, que também pode indicar falhas em outros componentes do sistema, como as sondas lambda.

  • Cheiro forte, semelhante a ovos podres, vindo do escapamento.

  • Barulho de peças soltas vindo debaixo do carro, indicando que a cerâmica interna pode ter se quebrado.

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