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Será que vale o preço?

5 pontos que revelam se um seminovo vale o preço pedido

Quilometragem, histórico de manutenção e até a região do anúncio influenciam diretamente no preço dos usados no Brasil

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O mercado de carros usados em 2026 oferece modelos variados, com opções que podem caber no orçamento de R$ 50 mil.
O mercado de carros usados em 2026 oferece modelos variados, com opções que podem caber no orçamento de R$ 50 mil. Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press

O mercado de carros seminovos segue aquecido no Brasil, mas encontrar um veículo com preço realmente justo ainda é um desafio para muitos consumidores. Com a alta procura por usados nos últimos anos, fatores como quilometragem, estado de conservação e histórico de manutenção passaram a impactar diretamente os valores praticados no mercado, muitas vezes deixando os preços acima da própria Tabela Fipe

Segundo levantamento citado pela OLX, o Brasil registra anualmente mais negociações de veículos usados do que 0km, o que torna o segmento cada vez mais competitivo. Nesse cenário, entender o que realmente influencia no preço de um seminovo pode evitar prejuízos e ajudar o comprador a negociar melhor. Veja abaixo 5 pontos que são levados em consideração durante uma negociação:

5- Tabela Fipe é apenas uma referência 

Volkswagen Polo 2021
Volkswagen Polo 2021 Foto: Volkswagen/Divulgação

Embora ainda seja o principal parâmetro do mercado, a Tabela Fipe não deve ser encarada como valor definitivo. Oferta, demanda, localização e estado do veículo fazem com que muitos carros sejam anunciados acima ou abaixo da média. O ideal é comparar os valores da Fipe com anúncios reais e negociações atuais para entender quanto aquele modelo realmente vale no mercado naquele momento. 

4- Quilometragem influencia diretamente no valor 

Painel de instrumentos de carro, com hodômetro em destaque
Adulteração de hodômetros é prática comum no mercado de carros usados Foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A.Press

A quilometragem segue sendo um dos principais fatores na valorização ou desvalorização de um seminovo. O mercado considera saudável uma média entre 15 mil e 20 mil km rodados por ano. Uma quilometragem muito alta pode indicar desgaste excessivo, enquanto números muito baixos também podem levantar dúvidas sobre longos períodos de carro parado. 

3- Histórico de manutenção faz diferença 

Carro elétrico tem manutenção bem mais simples
Cuidados com manutenção são muito importantes para o bom funcionamento do veículo Foto: Divulgação/Peugeot

Carros com revisões feitas corretamente e histórico documentado costumam valer mais no mercado de usados. Veículos revisados em concessionárias ou oficinas especializadas transmitem maior segurança ao comprador e reduzem riscos de manutenção inesperada. Em muitos casos, pagar um pouco mais em um carro bem cuidado pode evitar gastos muito maiores no futuro. 

2- Estado de conservação pesa na negociação 

Chevrolet Onix
Onix é o carro mais vendido da Chevrolet no Brasil Foto: Divulgação: Chevrolet

Lataria, pintura, pneus, acabamento interno e funcionamento dos equipamentos influenciam diretamente no preço final. Modelos com histórico de colisão, enchentes ou reparos estruturais costumam sofrer forte desvalorização. Por isso, realizar a vistoria cautelar e consultar o histórico veicular antes da compra tornou-se praticamente obrigatório no mercado atual.

1- Região também altera os preços 

Argo 2026
Carros da Fiat, geralmente, são mais baratos em MG Foto: Divulgação/Fiat/Pedro Brito

O mesmo carro pode custar valores bastante diferentes dependendo da cidade ou até do bairro onde está sendo vendido. Modelos populares, com manutenção barata e boa reputação, tendem a manter preços mais firmes em praticamente todo o país. Já veículos de nicho ou com manutenção elevada normalmente oferecem margem maior para negociação.  

De acordo com Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, o consumidor brasileiro está cada vez mais atento na hora de fechar negócio. “Avaliar o preço justo de um veículo vai além do número: é preciso entender o histórico do carro e o que o mercado realmente pratica naquele momento”, afirma o executivo.