O mercado de carros seminovos segue aquecido no Brasil, mas encontrar um veículo com preço realmente justo ainda é um desafio para muitos consumidores. Com a alta procura por usados nos últimos anos, fatores como quilometragem, estado de conservação e histórico de manutenção passaram a impactar diretamente os valores praticados no mercado, muitas vezes deixando os preços acima da própria Tabela Fipe.
Segundo levantamento citado pela OLX, o Brasil registra anualmente mais negociações de veículos usados do que 0km, o que torna o segmento cada vez mais competitivo. Nesse cenário, entender o que realmente influencia no preço de um seminovo pode evitar prejuízos e ajudar o comprador a negociar melhor. Veja abaixo 5 pontos que são levados em consideração durante uma negociação:
5- Tabela Fipe é apenas uma referência
Embora ainda seja o principal parâmetro do mercado, a Tabela Fipe não deve ser encarada como valor definitivo. Oferta, demanda, localização e estado do veículo fazem com que muitos carros sejam anunciados acima ou abaixo da média. O ideal é comparar os valores da Fipe com anúncios reais e negociações atuais para entender quanto aquele modelo realmente vale no mercado naquele momento.
4- Quilometragem influencia diretamente no valor
A quilometragem segue sendo um dos principais fatores na valorização ou desvalorização de um seminovo. O mercado considera saudável uma média entre 15 mil e 20 mil km rodados por ano. Uma quilometragem muito alta pode indicar desgaste excessivo, enquanto números muito baixos também podem levantar dúvidas sobre longos períodos de carro parado.
3- Histórico de manutenção faz diferença
Carros com revisões feitas corretamente e histórico documentado costumam valer mais no mercado de usados. Veículos revisados em concessionárias ou oficinas especializadas transmitem maior segurança ao comprador e reduzem riscos de manutenção inesperada. Em muitos casos, pagar um pouco mais em um carro bem cuidado pode evitar gastos muito maiores no futuro.
2- Estado de conservação pesa na negociação
Lataria, pintura, pneus, acabamento interno e funcionamento dos equipamentos influenciam diretamente no preço final. Modelos com histórico de colisão, enchentes ou reparos estruturais costumam sofrer forte desvalorização. Por isso, realizar a vistoria cautelar e consultar o histórico veicular antes da compra tornou-se praticamente obrigatório no mercado atual.
1- Região também altera os preços
O mesmo carro pode custar valores bastante diferentes dependendo da cidade ou até do bairro onde está sendo vendido. Modelos populares, com manutenção barata e boa reputação, tendem a manter preços mais firmes em praticamente todo o país. Já veículos de nicho ou com manutenção elevada normalmente oferecem margem maior para negociação.
De acordo com Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, o consumidor brasileiro está cada vez mais atento na hora de fechar negócio. “Avaliar o preço justo de um veículo vai além do número: é preciso entender o histórico do carro e o que o mercado realmente pratica naquele momento”, afirma o executivo.
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