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Custo do carro zero km

Além do IPI: 3 impostos que você paga no carro zero e nem percebe

Os incentivos fiscais costumam focar em apenas uma parte da carga tributária; conheça os outros impostos embutidos no preço final do seu veículo

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Nissan Kait começa a ser enviado para as concessionárias
Nissan Kait começa a ser enviado para as concessionárias Foto: Divulgação/Nissan

Quando o governo anuncia uma redução do IPI para carros novos, a expectativa por preços mais baixos é imediata. O que muitos consumidores não percebem, no entanto, é que o Imposto sobre Produtos Industrializados é apenas uma parte da complexa carga tributária que incide sobre um veículo zero-quilômetro no Brasil. Outros tributos, menos conhecidos, têm um peso significativo no valor final pago na concessionária.

Entender essa estrutura ajuda a dimensionar o impacto real de qualquer incentivo fiscal. Além do IPI, que pode variar conforme a política econômica do momento, três outros impostos formam a base do preço que você paga. Conhecê-los é fundamental para não criar falsas expectativas sobre grandes quedas de preço.

ICMS: O imposto estadual

O primeiro da lista é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Como é um tributo estadual, sua alíquota varia de uma região para outra do país, geralmente ficando entre 12% e 20%. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota padrão para veículos novos é de 18%.

A complexidade do ICMS está no seu cálculo, conhecido como “cálculo por dentro”. Isso significa que o próprio imposto compõe sua base de cálculo, o que na prática eleva a carga tributária efetiva. Ele incide sobre o valor do carro já com o IPI e outros custos embutidos.

PIS e Cofins: As contribuições federais

Juntas, as contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) formam outra fatia relevante do preço. Ambas são federais e incidem sobre a receita bruta das empresas em várias etapas da cadeia produtiva.

Para o setor automotivo, a alíquota combinada de PIS/Cofins gira em torno de 9,25% no regime não cumulativo, podendo variar conforme o enquadramento tributário da empresa. Embora o consumidor não as veja discriminadas na nota fiscal, seu custo é totalmente repassado para o preço final do veículo, impactando diretamente o bolso do comprador.

A soma desses tributos cria o chamado "efeito cascata", onde um imposto incide sobre o valor já acrescido de outro, elevando progressivamente o custo final. Por esse motivo, as reduções focadas apenas no IPI, embora bem-vindas, costumam ter um efeito limitado no valor total do automóvel.

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