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Leapmotor confirma produção de SUVs no Brasil com tecnologia elétrica flex

B10 e C10 serão feitos em Goiana com sistema REEV adaptado ao etanol, unindo propulsão elétrica e motor a combustão como gerador de energia

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SUV chinês da Stellantis, Leapmotor chega ao Brasil com C10 B10
SUV chinês da Stellantis, Leapmotor chega ao Brasil com C10 B10 Foto: Divulgação/Stellantis

A chinesa Leapmotor confirmou que vai produzir os SUVs B10 e C10 no Brasil, apostando em uma tecnologia inédita para o mercado nacional: o sistema REEV flex, que combina propulsão elétrica com motor a combustão capaz de rodar com etanol e gasolina. O projeto será tocado pela Stellantis, que fabricará os modelos no polo de Goiana, em Pernambuco.

A proposta do REEV, sigla para “range-extended electric vehicle”, é simples na teoria: o carro sempre se move com motor elétrico, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador de energia para recarregar a bateria. No caso brasileiro, a novidade é adaptar esse sistema para funcionar com combustível flex, algo inédito no mundo e pensado justamente para a realidade local.

B10 chegará ao mercado brasileiro em janeiro de 2026
B10 chega ao mercado brasileiro Foto: PEDRO BRITO/ Divulgação/Stellantis

Hoje, o Leapmotor C10 já é vendido no Brasil com essa proposta, usando um motor 1.5 a gasolina como gerador e autonomia total que pode chegar perto de 950 km no ciclo internacional. A tração é sempre elétrica, com cerca de 215 cv, e a bateria garante pouco mais de 100 km no modo 100% elétrico antes do gerador entrar em ação.

Já o Leapmotor B10 será a porta de entrada da marca, com proposta mais acessível e foco em volume. Hoje ele é totalmente elétrico, com cerca de 218 cv e autonomia próxima de 288 km pelo padrão brasileiro, mas também deve ganhar a variação com tecnologia REEV flex quando for nacionalizado.

Leapmotor C10 híbrido será o primeiro carro da marca produzido no Brasil
O SUV Leapmotor C10, que terá produção nacional no Brasil, se destaca pelo design moderno e tecnologia embarcada. Foto: Leapmotor/Divulgação

A produção local faz parte da estratégia da Stellantis de acelerar a eletrificação na América do Sul, mas com um diferencial importante: adaptar a tecnologia global à realidade brasileira, onde o etanol ainda é protagonista. Se der certo, o país pode virar referência mundial nesse tipo de híbrido elétrico com extensor de autonomia flex.