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Seguro entra na era elétrica e expõe desafios da nova mobilidade no Brasil

Guia da FenSeg destaca impacto da eletrificação em infraestrutura, custos e segurança

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Seguro automotivo
Seguro automotivo Foto: Reprodução/FreePik

O crescimento dos veículos eletrificados no Brasil já começa a pressionar não só a infraestrutura, mas também setores diretamente ligados à mobilidade, como o de seguros. É nesse cenário que a FenSeg lançou o guia “Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro”, reunindo análises sobre os impactos dessa transformação no país.

O material mostra que, com a expansão da frota elétrica e híbrida, surgem novas demandas técnicas para o setor. Além das coberturas tradicionais, passam a ganhar espaço proteções específicas para baterias de alta tensão, sistemas de recarga e assistência especializada, exigindo também uma rede de oficinas preparada para lidar com esse tipo de tecnologia.

Dolphin Special Edition e Yuan Plus 2027
Dolphin Special Edition Foto: Divulgação/BYD

Entre os principais pontos de atenção está a infraestrutura. A publicação destaca a necessidade de avanços em eletropostos, normas de segurança e adaptação de garagens e condomínios. Nesse sentido, a diretriz nacional publicada em 2025 pelos Corpos de Bombeiros estabelece parâmetros mínimos para locais com sistemas de recarga, enquanto legislações estaduais começam a organizar a instalação desses equipamentos em prédios residenciais.

Do lado econômico, desafios como custo de peças, logística e menor oferta de componentes ainda impactam diretamente o valor de manutenção dos elétricos, refletindo também no preço do seguro. Em contrapartida, fatores como menor índice de roubo em relação a carros a combustão entram na equação e ajudam a equilibrar o risco.

Leapmotor B10
Leapmotor B10 Foto: Divulgação/Leapmotor

Na prática, o guia reforça que a eletrificação no Brasil já é um caminho consolidado, mas ainda depende de um ecossistema mais estruturado. Para o mercado segurador, o papel vai além da proteção financeira e passa também pela adaptação técnica e apoio ao desenvolvimento de uma mobilidade mais segura e sustentável.