A montadora alemã BMW começou, na semana passada, a coletar dados de condução de motoristas em seus novos veículos elétricos, começando pela Alemanha. A iniciativa faz parte de uma estratégia para aprimorar sistemas de assistência ao motorista e acelerar o desenvolvimento de tecnologias semiautônomas.
O programa será implementado inicialmente nos modelos BMW iX3 e no futuro BMW i3, que também chegará ao Brasil. Segundo a empresa, a coleta só ocorrerá mediante consentimento do usuário durante a configuração do veículo.
Diferentemente de um monitoramento contínuo, o sistema registra dados apenas em situações específicas consideradas críticas, como freadas bruscas, manobras evasivas ou quase colisões. Nesses casos, o carro pode gravar imagens externas, além de informações como velocidade, ângulo de direção e dados de sensores.
A BMW afirma que esse tipo de informação, captada em condições reais de uso, é mais útil do que simulações ou testes controlados. O objetivo é treinar e melhorar recursos como frenagem automática de emergência, assistente de mudança de faixa e sistemas de condução em rodovias e áreas urbanas.
Para mitigar preocupações com privacidade, a montadora diz que rostos e placas de veículos serão desfocados antes de qualquer envio de dados. Além disso, a empresa garante que o processo segue as regulamentações de proteção de dados vigentes.
A iniciativa reflete uma tendência crescente na indústria automotiva, que busca utilizar dados reais de usuários para acelerar o avanço da direção automatizada. Ao mesmo tempo, levanta debates sobre privacidade e o uso de informações pessoais em veículos conectados.
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