O mercado automotivo chinês iniciou 2026 em queda. Em janeiro, as vendas no varejo de veículos de passeio somaram 1,544 milhão de unidades, número 13,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da China Passenger Car Association (CPCA).
O recuo reflete uma combinação de fatores, como o enfraquecimento da demanda interna, o impacto de ajustes em políticas públicas e a desaceleração natural após o forte crescimento observado nos últimos anos.
Dados complementares indicam que as vendas totais de veículos no país caíram para 2,346 milhões de unidades em janeiro, com retração de 3,2% na comparação anual e queda ainda mais acentuada no mercado doméstico, onde a baixa chegou a 19,5%.
Além disso, o segmento de veículos eletrificados, que vinha sustentando o crescimento do setor, também perdeu força. As vendas desses modelos ficaram abaixo do esperado e, em alguns recortes, registraram quedas relevantes, evidenciando que a expansão já não ocorre no mesmo ritmo acelerado dos últimos anos.
Outro fator que pesa sobre o mercado é a intensa guerra de preços entre fabricantes locais, resultado do excesso de oferta e da concorrência cada vez mais acirrada. Esse cenário, somado ao fim gradual de subsídios e a mudanças regulatórias, tem pressionado as vendas internas e reduzido margens das montadoras.
Em contrapartida, as exportações seguem como o principal motor de crescimento da indústria chinesa. As montadoras locais vêm ampliando sua presença internacional para compensar a fraqueza no mercado doméstico, estratégia que tem ajudado a sustentar o desempenho global do setor.
Mesmo com a queda no início do ano, as projeções ainda indicam estabilidade para 2026. A expectativa é que o país mantenha sua posição como maior mercado automotivo do mundo, com vendas totais próximas de 34,75 milhões de veículos e crescimento modesto ao longo do ano, impulsionado principalmente pelos modelos eletrificados e pela expansão internacional das marcas chinesas.
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