Por conta de mudanças recentes na política de impostos e taxas sobre veículos vindos do exterior, a conta do carro importado deve ficar mais salgada para o consumidor brasileiro. O governo elevou a carga tributária e reduziu os benefícios que antes ajudavam a segurar os preços. Na prática, isso significa etiquetas mais altas nas concessionárias, especialmente para modelos eletrificados que ainda não são produzidos no Brasil.
As novas regras envolvem reajustes no Imposto de Importação e a revisão de programas de incentivo que davam descontos para veículos eletrificados ou de baixo volume. Com menos isenções e mais tributos na conta, o custo de trazer um carro de fora sobe, e esse aumento quase sempre é repassado ao comprador final.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o cenário pressiona tanto as marcas premium quanto as generalistas que dependem de importações para completar o portfólio.
Para se adaptar, as montadoras correm contra o tempo, tanto que algumas estudam nacionalizar a produção, montando fábricas ou ampliando linhas já existentes no país. Outras apostam em pacotes de opcionais, que reduzem parte dos impostos, ou ajustam a estratégia de preços e versões para manter a competitividade. Há também quem reduza o número de modelos oferecidos, focando apenas em aumentar o volume de vendas.
No bolso do consumidor, o impacto aparece de várias formas:
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Aumento imediato no preço final dos veículos importados nas concessionárias;
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Redução de opções disponíveis, com menos versões e modelos no catálogo;
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Prazos de entrega mais longos para carros trazidos sob encomenda;
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Custos mais altos de seguro, peças e manutenção, acompanhando a valorização do produto.
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