Nissan precisava de um bom esforço a fim de contrabalançar o peso da idade do Kicks lançado há 10 anos. Arquitetura do Kait é a mesma do compacto veterano Kicks Play com um ganho simbólico de 10 mm na distância entre-eixos. Largura e porta-malas são exatamente iguais. Recebeu uma frente toda nova, imponente, capô alto e grade do radiador larga e baixa. Lateral, praticamente a mesma. Na traseira lanternas, para-choque e tampa do porta-malas mudaram.
Dimensões (mm): comprimento, 4.304; entre-eixos, 2.620; largura, 1.760; altura, 1.611. Volumes (L): porta-malas, 432 (muito bom em relação ao Tera ou Kardian, por exemplo); tanque, 41. Massa: 1.157 kg. Motor 4-cilindros 1,6 L flex: 110 cv (G)/113 (E); 14,9 kgf·m (G)/15,3 (E). Consumo (km/L Inmetro): cidade, 11,3 (G); 7,8 (E); estrada, 13,7 (G); 9,4 (E). Como o tanque é pequeno, alcance deixa a desejar frente aos citados concorrentes (km): cidade, 463 (G) e 320 (E); estrada, 562 (G) e 385 (E). Câmbio automático CVT, seis marchas.
Acabamento, na versão de topo (Exclusive), inclui revestimento dos bancos em couro e controle de cruzeiro adaptativo. O quadro de instrumentos agora tem velocímetro digital e a tela multimídia de 9 pol. também é nova com razoável resolução e apesar da aparência de acessório oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Há bom espaço para pernas no banco traseiro, mas sem saídas de ar-condicionado.
Na avaliação dinâmica, o Kait revelou as limitações de um motor de aspiração natural aliado ao insosso comportamento dos câmbios CVT. Em uso urbano, quando menos exigido ainda pode agradar, desde que não se pise a fundo no acelerador. Nas ultrapassagens em estradas o ruído incomoda bem mais. Entretanto, oferece um comportamento em curvas que transmite confiança. Em descidas de serra os freios demonstraram baixa perda de eficiência, mesmo ao impor rigor.
Preço: R$ 152.990.
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