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Dicas Importantes

Como fazer um bom negócio em um leilão de carros: guia para iniciantes

Comprar carro em leilão pode gerar uma economia de 30% a 50%; veja o passo a passo e as dicas de especialistas para fazer uma compra segura e vantajosa

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Fiat Uno amarelo vai a leilão em Mauá
Fiat Uno amarelo vai a leilão em Mauá Foto: Reprodução/Detran-SP

Adquirir um carro em leilão pode representar uma economia de 30% a 50% em relação ao mercado tradicional. A oportunidade atrai muitos consumidores, mas o processo exige atenção para evitar que o sonho do bom negócio se transforme em dor de cabeça. Entender o passo a passo é fundamental para garantir uma compra segura e vantajosa.

O processo começa bem antes do clique no botão de lance. A pesquisa sobre a reputação do leiloeiro e da empresa organizadora é o primeiro filtro. Leilões sérios são transparentes e fornecem informações claras sobre os veículos. Desconfie de ofertas que parecem boas demais, especialmente em sites desconhecidos.

Leia atentamente o edital de cada lote. Este documento é o contrato da sua compra e detalha o estado de conservação do carro, possíveis débitos como multas ou IPVA atrasado, e se o veículo tem direito a documentação para circular. A falta de leitura pode gerar surpresas desagradáveis e custos inesperados.

A vistoria presencial é uma etapa indispensável. A maioria dos leiloeiros permite a visitação aos pátios nos dias que antecedem o evento. Verifique a lataria, o interior, o motor e a parte elétrica. Se possível, leve um mecânico de confiança para uma avaliação técnica mais aprofundada.

De onde vêm os carros de leilão?

Leilão da Prefeitura de Osasco ocorre na próxima semana
Volkswagen Gol é um dos destaques do leilão Foto: Reprodução/Filgado Leilões

Os veículos leiloados têm origens diversas. Muitos vêm de financeiras, recuperados de clientes com parcelas em atraso. Geralmente, estes carros estão em bom estado de conservação, pois eram de uso particular.

Outra fonte comum são as seguradoras, que leiloam carros recuperados de furto ou sinistrados. Aqui, a atenção deve ser redobrada. É crucial verificar a classificação do dano: veículos de "pequena monta" podem circular após reparos, enquanto os de "média monta" exigem um laudo de segurança para voltar às ruas. Os de "grande monta" são considerados sucata e não podem ser documentados, sendo destinados exclusivamente para desmanche e venda de peças.

Empresas que renovam suas frotas também vendem seus veículos em leilões. Esses carros costumam ter alta quilometragem, mas com um histórico de manutenção regular, o que pode ser uma vantagem.

Antes de começar a dar lances, defina um valor máximo para o veículo desejado, considerando todos os custos adicionais. O preço do arremate não é o valor final. Sobre ele, incidem a comissão do leiloeiro (que varia entre 5% e 10% ou mais, dependendo da empresa), taxas administrativas e possíveis despesas com guincho e regularização.

Ao arrematar o lote, o pagamento deve ser feito rapidamente, conforme as regras do edital, geralmente à vista. A liberação da documentação para a transferência de propriedade pode levar de alguns dias a meses, dependendo da origem do veículo. Planeje-se para esse período sem poder usar o carro.

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