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Hora de trocar?

Carro elétrico popular ou SUV a combustão? Fizemos as contas para você

Colocamos na ponta do lápis os custos de compra, IPVA, seguro e recarga de um elétrico de entrada contra um SUV tradicional; descubra qual compensa mais

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O BYD Dolphin Mini foi o carro elétrico que impulsionou a curiosidade dos consumidores e movimentou o mercado automotivo brasileiro em 2024.
O BYD Dolphin Mini foi o carro elétrico que impulsionou a curiosidade dos consumidores e movimentou o mercado automotivo brasileiro em 2024. Foto: BYD/Divulgação

A dúvida entre um carro elétrico de entrada e um SUV a combustão, atuais líderes de vendas no país, nunca esteve tão presente na garagem do brasileiro. Com a chegada de modelos elétricos mais acessíveis, como o BYD Dolphin Mini, a pergunta deixou de ser teórica. Colocamos na ponta do lápis os custos de compra e manutenção para descobrir qual opção pesa menos no bolso.

Para esta análise, comparamos o BYD Dolphin Mini, vendido a partir de R$ 118.990, com o Chevrolet Tracker 1.0 Turbo AT, um dos SUVs mais acessíveis do mercado, que parte de R$ 119.900, uma das faixas de preços com mais opções no mercado atualmente. A diferença inicial de R$ 910 já favorece o elétrico, mas a economia vai além do preço de compra.

Chevrolet Tracker AT é versão de entrada do SUV da Chevrolet
Chevrolet Tracker AT é versão de entrada do SUV da Chevrolet Foto: Reprodução

IPVA e seguro

Um dos maiores atrativos dos elétricos é o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, há alíquotas reduzidas. No DF, RS, PE, RN e AP, a isenção para elétricos é total.

No caso do Tracker em São Paulo, o imposto seria de aproximadamente R$ 4.796 por ano (4% do valor do veículo), enquanto o o dono do Dolphin Mini teria que desembolsar um pouco menos, R$ 4.759,6.

O seguro pode ser o verdadeiro ponto de decisão entre os modelos. Apólices para carros elétricos ainda são, em geral, mais caras devido ao custo elevado de reparo das baterias. Enquanto o seguro do Tracker pode custar em média R$ 4.000, o do Dolphin Mini pode facilmente ultrapassar os R$ 5.000, dependendo do perfil do motorista. O valor economizado no IPVA acaba sendo consumido pela apólice mais cara.

Tracker Premier 2026
Tracker leva vantagem em relação ao Dolphin Mini em espaço e altura em relação ao solo Foto: Divulgação

O custo para rodar

A diferença mais expressiva aparece no uso diário. O Chevrolet Tracker tem um consumo urbano de cerca de 11,2 km/l com gasolina, segundo dados do Inmetro. Considerando o preço médio do combustível a R$ 5,80 em São Paulo, o gasto para rodar 1.000 quilômetros por mês seria de aproximadamente R$ 518.

Somando combustível por um ano (R$ 6.216) + IPVA (R$ 4.796), os custos já chegam a R$ 11.012 em apenas um ano.

Já o BYD Dolphin Mini, com uma bateria de 38 kWh e autonomia de 280 km (PBEV)/Inmetro, consome cerca de 135 kWh para percorrer os mesmos 1.000 km. Com o custo médio do kWh residencial em São Paulo a R$ 1,00, a despesa mensal com recargas em casa seria de apenas R$ 135. A economia no custo por quilômetro rodado é superior a 70%.

Nesse caso, os gastos somados seriam: recargas (R$ 1.620) + IPVA (R$ 4.759,6), totalizando R$ 6.379,6

Somando os custos fixos anuais e a despesa para rodar, o carro elétrico se mostra mais vantajoso financeiramente no longo prazo, mesmo com o seguro mais caro. A economia mensal no "abastecimento" compensa os outros gastos e dilui a diferença no valor de compra, tornando a tecnologia uma escolha cada vez mais racional para o bolso do consumidor.

Porém, o comprador precisa ter noção de que caso dependa de recargas longe de casa ou apartamento, os custos serão maiores. Além disso, usuários de carros elétricos podem enfrentar problemas como carregadores quebrados, ou em utilização, além do tempo maior de espera para o reabastecimento.

Para compradores de carros elétricos usados, a dica também é adquirir um carregador doméstico do tipo wallbox, que reduzem o tempo de recarga, porém, podem custar até R$ 8 mil.

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