Comprar um carro novo ou seminovo vai muito além do valor anunciado na etiqueta. Muitos motoristas se planejam para os custos mais conhecidos, como o seguro e o IPVA, mas acabam surpreendidos por uma série de despesas "invisíveis" que pesam no orçamento mensal e anual. Conhecer esses gastos é fundamental para evitar que o sonho do carro próprio se transforme em um problema financeiro.
O primeiro impacto no bolso, logo após a compra, vem com a burocracia. Para veículos zero-quilômetro, há os custos de primeiro emplacamento e registro. Já nos usados, a transferência de propriedade e a vistoria veicular são despesas obrigatórias que nem sempre são incluídas na negociação inicial. Além disso, todo ano é preciso pagar a taxa de licenciamento para obter o documento atualizado do veículo.
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Mas o maior custo silencioso é, sem dúvida, a depreciação. A partir do momento em que o carro sai da concessionária, ele começa a perder valor de mercado. Em média, um veículo novo pode desvalorizar entre 15% e 25% apenas no primeiro ano de uso, podendo perder até 20% ao simplesmente sair da concessionária. Embora não seja um dinheiro que sai diretamente da sua conta todo mês, essa perda representa um custo real na hora da revenda.
Custos que aparecem com o uso
Manter o carro rodando também exige um planejamento financeiro cuidadoso. As manutenções, por exemplo, se dividem em duas categorias: as preventivas, como as revisões programadas pela montadora para troca de óleo e filtros, e as corretivas, que são os imprevistos, como a quebra de uma peça.
Para organizar melhor seu planejamento, confira a lista de gastos que todo proprietário de veículo terá em algum momento:
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Peças de desgaste natural: pneus, pastilhas e discos de freio, amortecedores e bateria são itens com vida útil limitada. O custo de substituição pode ser alto e raramente é coberto pela garantia de fábrica.
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Manutenção preventiva: seguir o plano de revisões é crucial para a saúde do carro. Alinhamento, balanceamento e a troca de fluidos e filtros são exemplos de serviços periódicos.
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Pequenos reparos estéticos: arranhões na lataria, pequenos amassados e danos no para-choque são comuns no trânsito das cidades e, mesmo que pequenos, seus consertos podem acumular um valor considerável.
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Limpeza e conservação: para manter o veículo em bom estado, lavagens regulares, polimento e higienização interna são necessários e representam um custo contínuo.
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Despesas do dia a dia: além do combustível, gastos com estacionamento e pedágios fazem parte da rotina de muitos motoristas e podem representar uma fatia importante do orçamento mensal ou semanalmente.
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